Enquanto Henry e Oliver saíam, Alexander passou uma mão frustrada pelo cabelo.
— Por que você os deixa entrar na propriedade, Mãe? — ele questionou com irritação. — Eu nem consigo suportar ver seus rostos. — murmurou baixinho.
— Alexander, você sabe que ele é o único parente do lado de seu pai. — respondeu Camille, sua voz tingida de preocupação. — Quando todos queriam nos destruir e tomar nosso dinheiro e império após a morte repentina de seu pai, Henry foi o único que ficou ao meu lado e lutou contra eles. Você era muito jovem, e eu estava em profunda tristeza, não em meus sentidos. Ele nos ajudou muito. Eu não pude retribuir seu favor. É por isso que o pago, sabendo que ele precisa de dinheiro.
Seu coração era muito gentil com todos, e por isso as pessoas pareciam se aproveitar de sua bondade. Mesmo ela perdoou seu marido por ter muitos casos enquanto era casado com ela porque nunca quis que seus filhos fossem criados em uma família desfeita.
— Mãe, ele sabia que sua fraqueza é sua bondade, e ele está se aproveitando disso. — Alexander tentou fazer sua mãe entender, sua voz cheia de frustração e desespero.
— Seja como for, Alexander, mas se ele puder me ajudar a encontrar sua irmã, estou pronta para pagar qualquer preço a ele. — retrucou Camille sombriamente.
Ela se virou, seus ombros curvados pelo peso de sua tristeza. A luz tremeluzente das velas lançava sombras em seu rosto, destacando as linhas marcadas por anos de tristeza e preocupação. Ela estava chateada porque Alexander estava tão ocupado com seus deveres como duque e gerenciando seus negócios e propriedades que ele não tinha tempo para procurar por sua irmã.
— Mãe, ele está apenas te enganando. — insistiu Alexander, se aproximando dela. Sua voz suavizou, mas seu tom permaneceu urgente. — Se alguém pudesse ser suspeito de sequestrar minha irmã, é o Tio Henry. Ele tinha o motivo. O avô nomeou toda a sua fortuna para Adeline, e o Tio Henry ficou muito chateado com isso. Está mencionado no testamento do avô que se Adeline não estiver aqui para reivindicar sua herança até os vinte e cinco anos, a fortuna e as propriedades serão divididas entre o Tio Henry e o Pai. Mas com o Pai também morto, Henry reivindicou todas as propriedades e fortuna que o avô deixou. Ainda estou lutando nesse caso, e é por isso que ele ainda não pode ter o dinheiro.
Os olhos de Camille se encheram de lágrimas, a angústia evidente em seu olhar.
— Eu não me importo com dinheiro e propriedades. Dê tudo a ele se eu puder ter minha filha de volta. Por favor, Alexander. — Camille implorou desesperadamente ao seu filho. Ela enxugou uma lágrima de sua bochecha, sua voz quebrando sob o peso de sua tristeza.
Ela era uma mãe suportando a agonia da separação de sua pequena filha, nunca tendo sequer segurado Adeline depois de seu nascimento, pois ela foi sequestrada logo depois que a enfermeira a levou para ser limpa.
O coração de Alexander doía ao ver sua mãe em tanta dor. Ele gentilmente segurou suas mãos, olhando nos olhos dela com determinação.
— Mãe, confie em mim. Estou muito perto de encontrar Adeline. — disse Alexander com um sorriso brilhante, esperando animar seu espírito.
— Mesmo? Como? — Os olhos velhos e opacos de Camille brilharam com um lampejo de esperança.

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