Ela fechou os olhos, deixando a água escorrer sobre ela, mas sua mente se recusava a abandonar as imagens. As mãos de Alessandro em seu corpo, seus lábios em sua pele, a maneira como ele sussurrava seu nome com tanta intensidade quando seu monstro de pau estava dentro dela, esticando-a dolorosamente e nunca parando de bombear com força em sua buceta molhada. Ela mordeu o lábio, impedindo um gemido que estava prestes a sair alto, extremamente dividida entre a frustração e o desejo. A água pode não tê-la resfriado, mas deu-lhe um momento para pensar.
Mau, mau, don italiano! Ela resmungou em sua mente.
Apesar da irritação, ela lutou contra a vontade de ceder e implorar para que ele a fodesse no chuveiro. Aqui seus amigos e colegas pensavam que ela era uma freira, incapaz de reagir a qualquer homem. Mas a verdade era que seu corpo só respondia a um homem que era o próprio diabo, de quem Mia não queria nada.
Mia conseguiu terminar de se limpar, mas a sensação de queimação em seu núcleo não diminuiu. Ela não tinha certeza se deveria enfrentar seu marido mafioso encantador ou não. Contra seu melhor julgamento, ela decidiu continuar fingindo ser indiferente ao seu charme, determinada a não lhe dar a satisfação de saber o quanto ele a afetava.
Ela vestiu suas roupas formais para o dia e verificou sua agenda enquanto secava o cabelo. Fazendo uma nota mental dos planos do dia, ela aplicou uma maquiagem leve e calçou seus sapatos pretos. Pegando sua bolsa tiracolo e maleta de trabalho, ela respirou fundo, se preparando para o dia que estava por vir.
Com uma mistura de nervosismo e antecipação, Mia saiu do quarto, seu corpo traidor ainda desejando o toque de seu marido. Ela se deparou com a visão de Alessandro pairando sobre o fogão, cozinhando ovos e bacon com perfeição sem esforço. O chef, os servos e Emily ficaram em silêncio em um canto, observando-o. A cena era quase surreal, e Mia se perguntou se estava alucinando.
Alessandro, em seu terno sob medida, se movia com graça e confiança, parecendo ainda mais sexy. O aroma da comida cozinhando enchia o ar, mas tudo com que Mia conseguia se concentrar era na forma como ele parecia, tão composto e no controle. Tão dominador e intimidante, mas tão deliciosamente lindo. Seu coração deu um salto, e ela se viu lutando para recuperar o fôlego.
— Bom dia de novo, amore. — Alessandro sussurrou roucamente, sentindo o olhar desejoso de Mia sobre ele. Ele se virou para ela com seu sorriso sensual que a fez tremer as pernas.
— O que... — ela limpou a garganta para encontrar sua voz composta. — O que você está fazendo?
— Fazendo o café da manhã! — ele respondeu despreocupadamente.
— Mas por quê? Temos um chef para cozinhar. — Mia respondeu amargamente, enquanto se dirigia para colocar sua maleta de trabalho e bolsa tiracolo no balcão do café da manhã antes de marchar para a cozinha. Ela cruzou os braços sobre o peito, olhando para Alessandro com frustração. — Não é demais para nós que o Sr. Valentino cozinhe em nossa cozinha? — ela provocou venenosamente.
Alessandro riu, aparentemente não se importando com sua zombaria e desfrutando do desabafo de Mia.
— Pensei que você apreciaria meus esforços, dolcezza.
Mia revirou os olhos.
— Eu não estou impressionada, Sr. Valentino.
— Querida, é Alessandro para você. Quantas vezes tenho que te lembrar, vita mia? — ele repetiu, seus olhos possessivos percorrendo-a, fazendo-a corar fortemente de vergonha.

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