Alessandro se inclinou e bateu na mesa entre Gia e Maximo.
— Ei, ei, crianças! — ele disse com sua voz profunda. Ambos pararam de discutir e seus olhares se voltaram para Alessandro. Alessandro sorriu.
O primeiro passo foi alcançado.
— Por que vocês estão brigando? Isso deveria ser um jantar em família, não um jantar de rivalidade. E olhem para a mamãe de vocês. — ele sussurrou para que Mia não pudesse ouvir a conversa deles.
Gia e Maximo viraram instintivamente suas cabeças para a mãe, mas Alessandro segurou ternamente suas bochechas, impedindo-os de olhar para Mia.
— Não, não, não olhem para ela. — ele corrigiu instantaneamente em voz baixa. Ele tinha que vencer o desafio. — Ela está muito brava comigo porque acha que vocês estavam brigando porque eu os trouxe aqui. Vocês querem que a mamãe brigue com o papai? — ele perguntou, com as sobrancelhas franzidas de preocupação.
Gia e Maximo balançaram a cabeça em negativa.
— Ótimo! Então não briguem. — Alessandro implorou gentilmente. Ambas as crianças concordaram com a cabeça. — Vamos chamar isso de trégua! — Alessandro murmurou, levantando um copo de suco. Gia e Maximo levantaram seus copos de suco e brindaram.
— Sim! — ecoaram em concordância.
Mia os observava atentamente, desesperada para ouvir sobre o que estavam falando, mas o don italiano era muito esperto. Ele não deixou que ela ouvisse uma única palavra.
— Estamos bem! — Alessandro virou-se para Mia e sorriu vitoriosamente.
Mia sabia o que aquele sorriso significava. Mas a parte boa era que Gia e Maximo haviam parado de brigar. Ela lidaria com o astuto rei da máfia mais tarde.
Os garçons trouxeram comida um após o outro e serviram-na na mesa. Gia e Maximo aproveitaram suas refeições com Alessandro, e ele não parecia a pessoa que eles tinham lido em artigos de notícias. Ele era simpático e educado.
Depois do jantar, Alessandro pagou a conta e deixou uma gorjeta generosa para os garçons. Então ele levou Mia e as crianças para o apartamento de Mia.
— Crianças, é hora de se despedir do Sr. Valentino. — Mia disse, incentivando as crianças a sair do carro.
Os rostos das crianças caíram quando perceberam que Alessandro tinha que ir para sua casa.
— Não precisa. — Alessandro interrompeu, desligando o motor e saindo do carro.
Mia franziu a testa desconfiada.
— Estou ficando com vocês esta noite. — Alessandro anunciou.

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