As crianças se acomodaram em suas cadeiras enquanto a garçonete os ajudava. Quando o gerente se aproximou para puxar uma cadeira para Mia, Alessandro o deteve e fez ele mesmo, pegando Mia de surpresa.
O don italiano era conhecido por sua falta de maneiras cavalheirescas e odiava puxar cadeiras para as damas. Vendo esse lado diferente de seu marido diabólico da máfia, Mia ficou chocada e não conseguia acreditar em seus olhos. Ela sentiu a cabeça girar e segurou a mesa para se apoiar, mas Alessandro rapidamente se aproximou dela.
— Você está bem, querida? — ele perguntou ternamente, sua voz suave a fazendo gritar de frustração. Ele realmente estava brincando com sua sanidade? Ou era um homem diferente daquele com quem ela havia se casado nove anos atrás?
Seja o que fosse, uma coisa era certa: o homem diante dela não era o Alessandro Valentino que ela conhecia a vida toda. Ele havia passado por uma transformação que alterou sua alma? Mas a pergunta mais importante era, ela poderia confiar nele? Seu coração ansioso e seus pensamentos incertos tornavam impossível correr o risco de revelar sua verdadeira identidade.
Alessandro segurou sua mão e a guiou gentilmente até a cadeira, tratando-a como se fosse uma boneca delicada, sua maior responsabilidade sendo cuidar e protegê-la.
O gerente e a garçonete também ficaram chocados ao ver Alessandro cuidando daquela bela mulher. A curiosidade zumbia em suas mentes enquanto especulavam sobre sua identidade. Alessandro frequentava esse lugar para várias reuniões, encontros oficiais e almoços e jantares informais sempre que estava em Paris. No entanto, ele nunca havia demonstrado tanta ternura com ninguém antes. Na verdade, ele havia ganhado o apelido de “monstro sem coração” por um motivo. Até mesmo dentro de seus círculos de negócios, as pessoas temiam sua natureza implacável e seu comportamento abrupto.
Enquanto todos se acomodavam em seus lugares, Alessandro se virou para as crianças.
— Gia, Maximo, por que vocês dois não pedem o jantar para hoje à noite?
Gia e Maximo olharam para Mia, incertos.
Antes que pudessem falar, Alessandro continuou.
— Hoje à noite, o jantar é por minha conta. Peçam o que quiserem. — ele disse com um sorriso.
Os rostos de Gia e Maximo se iluminaram de excitação, e eles pediram quase tudo do cardápio. Mia olhava impotente para seus filhos. O don italiano certamente os estava mimando.
Gia se inclinou para o irmão gêmeo e sussurrou em voz baixa:
— Agora você concorda que o Sr. Valentino é um homem legal e seria um pai perfeito para nós?
Maximo a olhou desconfiado.
— Gia, eu sei por que você gosta do Sr. Valentino.
— Bobagem! — Mia sorriu.
— Eu sei que você queria que ele se casasse com nossa mãe porque você gosta dele. — Maximo respondeu, revirando os olhos em exasperação.
— Ele é tão bonito e legal. — Gia murmurou, seus olhos brilhando intensamente enquanto olhava para Alessandro. — Assim como nosso pai deveria ser.— Ela suspirou saudosamente quando os olhos de Alessandro encontraram os dela e ele sorriu calorosamente para sua princesa.
Ele parecia incrivelmente bonito e charmoso em seu terno preto e camisa branca, sua estrutura alta e forte o tornando um par perfeito para sua mãe. Ele cuidava de Gia como se fosse sua própria filha, mimando-a com tudo o que ela desejava. Embora Gia não precisasse de nada, a ausência do amor de um pai sempre deixou um vazio que não podia ser preenchido por coisas materiais. No entanto, conhecer Alessandro havia começado a preencher esse vazio.
— Mas você também gosta dele. Você o chamou de pai! — Ela provocou o irmão.
— Tudo bem, tudo bem. Ele é legal conosco e com nossa mãe. Mas se ele tentar partir o coração de nossa mãe, eu farei com que ele se arrependa de todas as formas. — Maximo prometeu.

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