Enquanto o carro se movia suavemente pelas ruas da cidade, a presença calma de Matteo não dava motivos para Emily desconfiar. Ela sempre esteve cercada por pessoas com motivos egoístas, usando-a para seu próprio benefício antes de descartá-la de suas vidas. Como poderia confiar em um homem que ela não conhecia bem, especialmente quando ouviu rumores de sua crueldade e reputação como mulherengo, apesar de seu noivado?
Sua cabeça girava de medo e pensamentos conflitantes. Ela tentou manter sua postura, se preparando para confrontar sua suposta família. No fundo, ela se preparou para o pior que estava por vir, mesmo que seu coração a instigasse a ser cautelosa.
O carro parou, tirando Emily de seus pensamentos perturbadores. O motorista abriu a porta para Matteo, que saiu primeiro e se aproximou para abrir a porta para Emily. Ele estendeu a mão, e ela a pegou ao sair do carro, seu coração acelerado. Respirando fundo, ela olhou para a casa de seu tio antes de virar a cabeça para Matteo, que a observava atentamente. Ela assentiu, sua determinação firme, e juntos seguiram em direção à casa, acompanhados pelos seguranças de Matteo, que haviam chegado em outro veículo.
Matteo tocou a campainha, e Mark abriu a porta, seus olhos se arregalando de choque ao ver Emily com Matteo Vinci. Ele reconheceu o advogado infame das notícias e sentiu uma onda de desconforto o invadir.
"Saia do caminho", Matteo rosnou, empurrando Mark com brutalidade sem esperar que ele se movesse.
"Ei, você não pode simplesmente entrar em nossa casa assim!" Mark protestou, sua voz se elevando em desafio.
Matteo riu zombeteiramente, um brilho perigoso em seus olhos. "Desafio você a tentar me impedir."
"O que está acontecendo?" O tio e a tia de Emily correram para fora de seu quarto, alertados pela confusão.
"Emily?" seu tio disse, estreitando o olhar. "O que te traz aqui a essa hora da manhã?"
Silenciosamente, Emily se aproximou de seu tio, sua expressão cheia de nojo por ele e sua família.

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