Gia e Maximo sentaram-se quietos em seu quarto, suas pequenas mãos entrelaçadas sob seus queixos enquanto olhavam para o espaço vazio diante deles. Essa calma era apenas o silêncio antes da tempestade.
-Onde eles mantiveram o papai?- Gia murmurou pensativamente, sua voz cheia de preocupação.
-Eu ouvi mamãe conversando com o tio Alexander sobre isso, mas ele não disse nada,- Maximo murmurou, sua testa franzida de frustração.
-Hmm, eles acham que podem manter nosso pai prisioneiro?!- Gia franziu a testa, um lampejo de raiva cruzando seu rosto inocente. -Se soubéssemos antes, papai não teria que sofrer naquele lugar sujo por tanto tempo,- ela resmungou frustrada.
-Eles não podem manter nosso papai aqui. Ele é muito esperto para eles,- Maximo refletiu, um toque de orgulho em sua voz.
-Então por que papai deixou que o capturassem?- Gia perguntou, virando-se para encarar seu irmão gêmeo, seus inocentes olhos azuis piscando com curiosidade.
Maximo também virou-se para encarar sua irmã, sua expressão refletindo sua confusão.
-Estou pensando a mesma coisa,- ele admitiu, exalando um suspiro de frustração. -Mas não é crime namorar nossa mãe, e papai não deveria ser punido por nos amar,- ele declarou com uma careta.
-Eu costumava gostar do tio Alexander, mas agora não gosto mais dele depois do que fez com papai,- disse a pequena Gia com uma carranca.
-Vamos apenas ficar aqui sentados e não fazer nada para libertar papai?- ela perguntou com determinação em sua voz.
-Não! Não podemos deixar papai ficar trancado naquele lugar sujo. Ele tem que estar conosco, aqui!- Maximo anunciou firmemente. -Eu já tenho um plano.
Ele rapidamente pegou seu laptop e começou a digitar furiosamente. Em questão de momentos, códigos criptografados piscaram na tela e, de repente, todas as imagens das câmeras de segurança da mansão apareceram em seu laptop, exibindo todos os cantos da propriedade.
Os olhos observadores de Maximo rapidamente percorreram as telas em seu laptop até encontrar a transmissão ao vivo da câmera de segurança da masmorra. Ele rolou freneticamente, e quando o rosto de Alessandro apareceu na tela, ele congelou, seu cursor pairando sobre a imagem.
-Lá está ele!- ele gritou, fazendo com que Gia se aproximasse mais do laptop.
Seu rosto caiu ao ver a visão de seu pai. Seu belo papai parecia triste e machucado. Seu rosto estava coberto de hematomas, e suas roupas caras e finas estavam sujas e rasgadas. A raiva brotou no coração inocente de Gia, e ela sentiu um desejo feroz de ensinar uma lição a quem quer que tenha machucado seu pai.

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