O carro parou bruscamente quando chegaram à mansão de Alexander, e Alessandro puxou a porta aberta, avançando furiosamente em direção ao portão metálico maciço, apenas para ser detido pelos guardas. Seus homens, que o seguiam em outros carros, logo chegaram, prontos para apoiá-lo.
— Deixe-me entrar, porra! Minha esposa e filhos estão lá dentro! — Alessandro gritou, sua voz grossa de raiva.
— Desculpe, senhor, não podemos deixá-lo entrar sem a permissão do Duque — respondeu um dos seguranças com firmeza.
— Você nem sabe quem diabos eu sou? — Alessandro rugiu, sua raiva transbordando.
— Seja quem for, senhor, não podemos deixá-lo entrar — retrucou o guarda, igualando a intensidade de Alessandro. Furioso, Alessandro sacou sua arma e mirou na cabeça do guarda. — Você quer morrer?
Ele estava além da fúria. Não havia como pensar com calma, não com o pensamento de sua esposa e filhos presos dentro daquela mansão. E se o Duque já os tivesse capturado? E se ele tivesse convencido a mente de Mia para deixá-lo e ficar com ele?
Não, ele não podia simplesmente ficar ali parado e deixar aquele bastardo vencer. Ele tinha que entrar e falar com sua esposa.
Conforme Alessandro se aproximava do portão, os guardas erguiam seus rifles, mirando diretamente nele. Em resposta, os homens de Alessandro sacaram suas armas, apontando-as de volta para os guardas. O guarda no portão já havia chamado reforços, e mais guardas e soldados estavam a caminho.
Matteo, que havia corrido até lá depois de estacionar o carro, se colocou entre eles, tentando acalmar a situação.
— Baixe a arma, Alessandro — ele insistiu, segurando o braço de seu amigo na tentativa de fazê-lo baixar a arma.
Alessandro encarou Matteo, a raiva faiscando em seus olhos.
— Que diabos você acha que está fazendo? — ele resmungou, irritado com a interferência de Matteo.
— Deixe-me lidar com isso, está bem? — Matteo murmurou tranquilizadoramente. Ele conhecia seu amigo, que estava loucamente apaixonado por sua esposa, e sabia que estava em apuros. As coisas só piorariam se tiros fossem disparados. As consequências poderiam expor os segredos de Alessandro e arruinar sua imagem. — Confie em mim — insistiu, vendo a frustração nos olhos de Alessandro.
Com um resmungo de irritação, Alessandro baixou relutantemente sua arma e fez um gesto para que seus homens fizessem o mesmo.
— Vamos conversar calmamente sobre isso — Matteo propôs aos guardas, que abaixaram cautelosamente suas armas em resposta.
— Está bem, vamos esperar aqui. Informe o Duque e a Srta. Peterson que estamos aqui — instruiu Matteo, com um tom firme, mas medido.
Mas Alexander já havia chegado, tendo sido informado sobre o caos no portão de sua mansão.
— O que está acontecendo aqui? — ele franziu a testa, observando a cena de homens armados reunidos do lado de fora de sua casa.

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