Toda a jornada de Florença a Mônaco foi uma batalha contra sua própria raiva. As mãos de Alessandro se cerravam e se abriam, a mandíbula apertada enquanto ele tentava controlar sua fúria. As horas se arrastavam, cada minuto aumentando sua ansiedade. Quando seu jato pousou em Nice, ele mal conseguia se conter.
Assim que a porta do avião se abriu, Alessandro desceu as escadas furiosamente, seus olhos brilhando com um fogo frio. Matteo já o aguardava perto do carro, apoiado contra o elegante veículo preto, com uma expressão de tensa antecipação. Ele se endireitou quando Alessandro se aproximou, sua expressão refletindo a intensidade nos olhos de seu amigo.
— Alessandro, reuni todas as informações que pude — disse Matteo, mais como uma declaração do que um cumprimento, enquanto abria a porta do carro para Alessandro.
— Ótimo! Vamos então — respondeu Alessandro bruscamente, deslizando para o banco do passageiro com um suspiro agudo.
Matteo entrou no banco do motorista, seus dedos agarrando o volante enquanto o motor rugia. O carro saiu do aeroporto, e a tensão entre eles era palpável. Depois de alguns momentos de silêncio, Matteo olhou para Alessandro, seu tom carregado de preocupação.
— Então, o que você vai fazer?
Alessandro franziu o cenho, seu olhar se desviando da paisagem que passava para Matteo.
— O que você quer dizer com o que eu vou fazer?
— Quero dizer, você tem um plano? Ou vai apenas aparecer e pedir para Mia voltar? — A voz de Matteo estava carregada de frustração enquanto desafiava a abordagem de seu amigo.
A mandíbula de Alessandro se apertou, uma mistura de raiva e ansiedade borbulhando sob a superfície.
— Não preciso de um plano para fazer minha família voltar para casa comigo, certo? — retrucou, seu tom áspero. A dúvida na voz de Matteo apenas serviu para aumentar sua frustração.
— Alessandro, ele é o Duque de Mônaco, e você está prestes a invadir a propriedade dele. Vai ser uma guerra se não lidarmos com isso adequadamente — alertou Matteo, seu tom carregado de preocupação. Ele não era apenas o melhor amigo do Don italiano, mas também seu advogado, totalmente ciente dos problemas nos quais Alessandro provavelmente se envolveria se agisse por impulso.
Os olhos de Alessandro eram como aço quando ele se virou para Matteo.
— Não me importo com quem ele é. Só esperei e não reivindiquei o que era meu porquê não queria que minha família estivesse em perigo. Mas agora que todas as ameaças se foram e o principal culpado, Enzo, está morto, estou determinado a trazê-los para casa. Ninguém vai ficar no meu caminho desta vez.

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