Alessandro estava trabalhando em seu escritório quando a comoção do lado de fora o fez franzir a testa com frustração. Ele estava furioso com quem quer que estivesse arruinando seu já péssimo humor e não demorou muito para descobrir quem era. Vanessa entrou em seu escritório, com a secretária atrás dela, ainda tentando convencê-la a não incomodá-lo.
— Desculpe, Sr. Valentino. A Srta. Vanessa não quis parar — murmurou a secretária, sua voz cheia de desamparo e desculpas.
Alessandro acenou para ela sair, dispensando-a com um gesto.
— O que foi, Vanessa? Você sabe que não gosto de interrupções enquanto estou trabalhando — rosnou ele, lançando-lhe um olhar furioso.
— Eu sei, querido, mas estava com tantas saudades que não consegui me conter — murmurou ela sensualmente, caminhando sedutoramente em direção à sua mesa. Ela se sentou na beirada, arqueando as costas, seus olhos semicerrados enquanto o observava.
— Saia da minha mesa — repreendeu Alessandro, seu tom gelado. Suas palavras a fizeram estremecer, e ela rapidamente deslizou para fora, ficando ao lado, nervosa. — Agora me diga por que está aqui. Não tenho tempo para suas besteiras — ele disse, com uma expressão de desagrado.
— Alessandro, por que você está me evitando? Eu sou sua noiva — começou ela, sua voz se quebrando enquanto lágrimas brotavam, seus lábios tremendo. — Como você pode fazer isso comigo?
— O noivado acabou, Vanessa. Quando é que você vai entender isso? — rosnou Alessandro, mal levantando os olhos dos papéis que estava lendo antes de ela invadir o escritório.
— Acabou?! — ela ofegou. — Alessandro, eu vou morrer sem você. Eu te amo. Não me deixe, por favor! — ela implorou, sua voz carregada de desespero, embora por dentro estivesse furiosa que suas lágrimas não estavam funcionando no poderoso italiano.
— Pare de perder meu tempo e saia — ele acenou friamente, sua expressão indecifrável. — E nunca mais apareça na minha frente — acrescentou secamente, fazendo o queixo de Vanessa cair de choque.
— Isso é... isso é por causa daquela vadia, Mia Peterson? — gaguejou ela, sua voz tremendo enquanto a raiva a dominava. — Não importa o quanto ela tente, ela nunca será como sua falecida esposa, Alessandro. Abra os olhos e veja suas mentiras — ela só quer o seu dinheiro! — gritou, deixando sua raiva transbordar.
— Não grite — advertiu Alessandro, sua voz perigosamente baixa, seus olhos estreitados de fúria. — E nem ouse falar mal dela, ou as consequências serão piores do que você pode imaginar — ele ameaçou, fazendo Vanessa recuar com medo.
Ele não via Mia desde aquele dia, mas sabia que precisava manter distância — para a segurança dela. No entanto, a decisão o estava destruindo por dentro, cada momento sem ela era uma ferida que não cicatrizava.
— Alessandro, ela não te ama, mas eu sim. Você está cometendo o mesmo erro por não me escolher — murmurou Vanessa, seus olhos se enchendo de lágrimas. — Por favor, lembre-se do quanto você costumava me amar.
— Isso é passado, Vanessa. É história. Eu não te amo mais — resmungou Alessandro, sua irritação evidente na rigidez de sua mandíbula e no frio em seu olhar. — Agora saia! — ordenou autoritariamente.
Mas Vanessa ficou ali, obstinada, com os olhos cheios de lágrimas fixos nele.
— Saia agora, ou vou chamar a segurança para te tirar do meu escritório — ele gritou, perdendo a paciência. O medo tomou conta de Vanessa, e ela chorou alto antes de sair correndo do escritório. Mas nenhuma de suas táticas funcionou em Alessandro dessa vez.
Ela saiu correndo, sem parar, recusando-se a deixar alguém ver seu verdadeiro rosto. Estava ficando cada vez mais difícil esconder a raiva ardente e o ódio que sentia por Mia, emoções fervendo logo abaixo da superfície. Assim que entrou no elevador, enxugou as lágrimas do rosto, sua expressão se retorcendo em algo sinistro.
— Espere e verá, Mia Peterson. Vou transformar sua vida em um inferno — murmurou para si mesma enquanto tirava o celular da bolsa, digitando rapidamente uma mensagem antes de enviá-la para o número de Mia.
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Claire entrou na mansão de Adam, seu coração batendo forte. Embora estivesse familiarizada com o lugar, vindo ali diariamente para o trabalho, naquele dia tudo parecia diferente. Borboletas dançavam em seu estômago enquanto ela cruzava o limiar.
Ela respirou fundo, tentando se acalmar, e caminhou em direção à grande sala que Adam havia convertido em seu escritório. Batendo na porta, entrou sem esperar por uma resposta, um hábito que havia adquirido ao longo do tempo. Normalmente, a encontraria absorta em leituras de roteiros ou trabalhando em algo relacionado às suas cenas, e ela se sentaria silenciosamente em um canto com seu laptop, esperando até que ele estivesse livre.
Hoje, no entanto, era diferente. Ao entrar, viu Adam andando de um lado para o outro na sala; uma profunda ruga adornava seu rosto e suas mãos estavam atrás das costas. Ele parou abruptamente quando a notou.
Um sorriso se espalhou por seu rosto enquanto se aproximava.
— Claire — ele disse, sua voz suave e confiante. — Então, o que você decidiu?
Seus nervos se exaltaram, mas ela manteve a compostura.
— Eu aceito sua proposta — respondeu, encontrando seu olhar com determinação.
— Então é um sim?! — ele perguntou, inclinando a cabeça e levantando uma sobrancelha.

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