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De Volta para o Amor Perdido? Que Bobagem! romance Capítulo 509

— Você ainda acha que merece ocupar um cargo importante comigo? Acha mesmo que está à altura disso?

A voz de Leandro não transmitia muito tom de escárnio.

Contudo, sua atitude superior e o olhar de cima para baixo em relação a todos eram inatos.

Ele não se dava ao trabalho de zombar de insetos insignificantes, mas todas as pessoas eram como insetos aos seus olhos, não merecendo nem um olhar seu.

O rosto de Maria Clara empalideceu instantaneamente. Quando ela havia recebido um desprezo tão descarado assim?

Ela sempre tivera muito orgulho da sua experiência de estudar nos EUA; ela já havia sido publicada em revistas acadêmicas e fora indicada como uma futura estrela brilhante de Wall Street.

Mas aos olhos de Leandro, ela parecia não passar de um lixo sem valor.

O rosto de Maria Clara mudou de branco para vermelho: — Então por que me convidou para entrar no seu carro?

Leandro abaixou os cílios, o rosto bonito e duro revelando a impaciência de alguém que não queria perder tempo explicando as coisas a uma idiota.

— A partir de amanhã, você será a minha assistente pessoal. Vai bater o ponto todos os dias no horário, entrando e saindo do Grupo Ferreira.

Um zumbido longo e estridente explodiu na cabeça de Maria Clara.

Foi como se alguém tivesse jogado uma granada dentro de sua cabeça, explodindo todos os seus pensamentos em um clarão.

— Assistente... pessoal? O que precisarei fazer todos os dias?

O olhar frio e orgulhoso de Leandro recaiu sobre o rosto de Maria Clara, uma zombaria descarada e silenciosa chamando-a de idiota.

— Você nunca comeu carne de porco, mas já deve ter visto um correr, não é? Vá amanhã se apresentar no departamento da secretaria-geral; alguém vai lhe dizer o que fazer no trabalho.

As mãos de Maria Clara estavam pousadas sobre as coxas, as unhas cravadas nas palmas: — Eu vim para o Grupo Ferreira com a intenção de usar os meus talentos. Você me colocar como assistente pessoal, me mandando fazer tarefas básicas e o trabalho que qualquer pessoa de nível inferior poderia fazer... não acha que é um desperdício do meu talento?

Leandro zombou: — Que talento você tem? Você é a imbecil que ousou trapacear num teste de demonstração pública!

— ... — Maria Clara apertou os lábios firmemente, e seu longo silêncio significava que, no fundo, ela estava gritando histericamente.

Maria Clara cerrou as mãos em punhos, cravando as unhas nas próprias palmas.

Leandro mandou o motorista parar e deu a ordem: — Pode sair.

Maria Clara percebeu que Leandro a havia deixado em frente a um ponto de ônibus.

Esse homem até tinha um pingo de consideração, mas não muito.

— Não vai me levar para casa? — Maria Clara perguntou.

Leandro perdeu a paciência: — Quer que eu te jogue para fora com um chute ou prefere descer sozinha?

Maria Clara estava quase mordendo o lábio inferior até sangrar.

Ela abriu a porta para sair e, justo quando ia batê-la com força, a voz de Leandro soou novamente de dentro do carro:

— Para quem vem pedir favor a mim... se eu mandar você comer merda, você vai ter que devorá-la com um sorriso no rosto. Entendeu?

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