Alexandre foi ao banheiro para pegar uma toalha molhada e limpar o sangue ao redor do ferimento. Lívia o fez encostar na parede, tomou a toalha dele e, depois de molhá-la novamente, agachou-se para ajudá-lo a limpar.
Ao ver a carne ferida, mesmo já suturada, a cena parecia ainda mais impactante.
Ela passou a toalha ao redor do machucado, mas suas mãos tremiam incontrolavelmente. Respirando fundo, com medo de machucá-lo.
— O ferimento não é profundo. Se fosse, eu já teria ido ao hospital. — Disse ele, acariciando o cabelo dela para tranquilizá-la.
— E você ainda queria esconder isso de mim? — Disse ela, um pouco irritada.
— Sim. Eu até pensei em te dizer que estaria viajando a trabalho por alguns dias.
— Pff!
— Se eu ficasse em casa, você perceberia.
— Pff!
— Afinal, toda noite você precisa que eu te abrace.
Lívia ficou com vontade de bater nele, mas, ao olhar para o ferimento, não teve coragem. Ele disse que era um ferimento pequeno, mas o sangue tinha sido tanto que, ao passar a toalha branca, ela ficou completamente vermelha.
Ela apertou os lábios com força, mas seus olhos se encheram de lágrimas.
— Está chorando?
Ele levantou o queixo dela, obrigando-a a encará-lo. E viu as lágrimas escorrendo pelo canto dos olhos. Ela rapidamente tentou enxugá-las, dizendo, irritada, que não estava chorando.
Ele riu, puxando-a para se levantar, tentando consolá-la, mas, ao ver o inchaço na testa dela, agora bem evidente e brilhante, não conseguiu se conter e caiu na gargalhada.
— Você ainda ri?!
Alexandre a abraçou. Ele também não queria rir, principalmente porque, ao rir demais, sentia uma dor aguda no ferimento, como se fosse se abrir. Ainda assim, não conseguiu se controlar.
— Desculpa. — Ele se conteve e, ao olhar novamente para o inchaço, inclinou-se e soprou algumas vezes. — Soprar vai fazer a dor passar.
Lívia ia dizer que aquilo era coisa de criança, mas, de repente, pensou em algo. Um brilho travesso surgiu em seus olhos. Ela se agachou, aproximou-se do abdômen dele e também soprou algumas vezes.
— Eu também vou soprar. Ainda dói?
— Sopra mais um pouco. — O olhar de Alexandre escureceu.
Lívia inflou as bochechas e soprou de novo.
— E agora?
— Chega mais perto.
Sem perceber nada, ela se aproximou ainda mais, quase encostando. Soprou outra vez e, no instante seguinte, uma mão grande a puxou com força.
— Eu estava pensando que, se eu morresse, você seria viúva por minha causa.
— Você estava pensando nisso?! — Lívia arregalou os olhos.
— Não sei. Por isso, eu não posso morrer de jeito nenhum.
— Você está louco?!
— Então, você seria viúva por minha causa?
— Claro que não! — Lívia bufou.
— Você ainda vai querer casar com outro homem?! — Alexandre imediatamente apertou o rosto dela com força.
— Então quer dizer que eu tenho que ficar sozinha pelo resto da vida por sua causa?
— Sim!
— E você diz que me ama, que cuida de mim, mas quer que eu viva sozinha?!
Em palavras de homens realmente não se pode confiar!
— Antes, eu não me importava. Mas, daqui para frente, ao seu lado só pode existir eu. Só eu. Não é permitido mais ninguém. — Alexandre segurou os ombros dela e falou com extrema seriedade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão
Exigimos atualizações falta de respeito e comprometimento com os leitores...
Nunca mais atualizou,parou no capítulo 450 já deve ter quase 2 meses...
Qdo teremos o final da estória? Pf atualizem......
Que absurdo ainda não ter o final, pq não pode ter terminado o daquela forma. E o pior consta como livro concluido...
Parou no Capítulo 450 e nunca mais atualizou affs...
Cadê o restante dos capítulos?...
Quero mais capítulos...
Cadê os próximos capítulos?...
Amando está história, gosto da personagem principal, não ficou de coitadinha. Pós a fila andar!...
Aguardando atualização...