— As pessoas ao redor do Diretor Simões sempre precisam passar por uma investigação preliminar. Além disso, o Grupo Simões e o Grupo Ramalho mantêm uma relação de cooperação, mas também existe uma certa competição entre eles. — Noel sorriu.
— Obrigado. — Adrian ergueu uma sobrancelha.
Despediu-se de Esther e ligou para Bryan Nunes.
— Vamos. — Noel virou-se para Esther.
— Estou com um pouco de fome. — Esther tocou a barriga.
— Tudo bem, vamos comer alguma coisa primeiro. — Noel assentiu.
...
Enquanto Inês esperava o sinal verde na beira da rua, Rodrigo aproximou-se e parou em silêncio ao seu lado, ereto como uma árvore imponente.
Desta vez, os dois mantinham uma certa distância, mas Inês ainda achava a presença dele assustadoramente forte, sentindo uma onda de calor invadi-la.
Havia muita gente atravessando a faixa de pedestres. Quando alguém estava prestes a esbarrar em Inês, Rodrigo foi ágil e passou o braço pelos ombros dela, puxando-a levemente para seu peito e protegendo-a durante a travessia.
Rodrigo percebeu claramente que o corpo de Inês havia ficado tenso. Ao saírem da multidão, ele a soltou e notou, de relance, as pontas das orelhas dela avermelhadas.
Muito pura.
Pensando bem, aquele também havia sido o primeiro beijo dele.
Ele não corou.
Apenas sentia uma doçura no coração, achando que não tinha sido o suficiente.
Longe de ser o suficiente.
Ele se conteve, caso contrário, Inês não estaria apenas em silêncio agora, mas provavelmente fugiria a sete passos de distância ao vê-lo.
O motorista já os aguardava há um bom tempo. Ao vê-los se aproximarem, abriu a porta do carro imediatamente.
Enquanto a porta se abria lentamente, o motorista viu seu Diretor Simões sentar-se no banco do passageiro da frente.
O motorista piscou, completamente confuso.
Estranho.
O que havia de errado?
Ele não sabia dizer exatamente. Três garotas sentadas atrás e o Diretor Simões no banco da frente parecia correto.
Inês não disse mais nada depois de entrar no carro. Queria fechar os olhos e fingir dormir, mas, assim que o fez, a única coisa que via era o rosto bonito de Rodrigo se aproximando e aquele beijo leve como o toque de uma libélula na água.
Quando já estavam chegando ao terceiro andar, Rodrigo parou e a chamou.
— Inês.
Os passos de Inês hesitaram de leve, e ela levou um instante antes de se virar.
Ela estava de costas para a porta de sua casa, de frente para o homem que ainda estava nos degraus. O afeto nos olhos dele já transbordava.
Rodrigo ergueu o pé, subiu o último degrau e parou na frente de Inês, aproximando-se lentamente, passo a passo.
Seus sapatos de couro lustrosos pararam diante dos tênis casuais de Inês.
O homem era como uma montanha, erguendo-se diante dela e lançando uma sombra enorme ao seu redor.
Inês inclinou-se levemente para trás, já encostada na porta.
Ela abaixou o olhar e virou o rosto.
Não ousava olhar para ele.
Rodrigo estendeu a mão, segurou suavemente o queixo dela, fazendo-a erguer o rosto para encará-lo, e sua voz grave e magnética soou lentamente na noite silenciosa.
— Você não consegue perceber que eu gosto de você, Inês?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...