Ao ver que era o Sr. Siqueira, Alice se levantou e caminhou até ele. Ao seu lado, Ellie também comentou que poderiam ceder a mesa privativa por enquanto.
Robson e Santiago também caminhavam na direção delas.
— Sr. Siqueira — chamou Alice.
— Alice, jantando aqui com uma amiga? — perguntou Robson, com um semblante amável.
— Sim, Sr. Siqueira — respondeu Alice.
— Haveria problema em dividirmos a mesa? — indagou Robson.
Pelo canto do olho, ele lançava olhares furtivos para Inês, que já havia se levantado. Parecia haver uma força misteriosa que o atraía a se aproximar daquela jovem.
— Sr. Siqueira, preciso perguntar à minha amiga o que ela acha — disse Alice, não concordando de imediato.
— Por favor, faça isso, se não for incômodo — disse Robson.
Havia uma ponta de dúvida no olhar de Alice. A Sra. Ellie já havia oferecido a mesa privativa que costumava ficar vazia, mas, diante do pedido do mais velho, ela decidiu consultar Inês.
Inês havia escutado a conversa. Seu olhar recaiu sobre o homem de meia-idade que acabara de falar. Era um senhor de modos elegantes, e o olhar que ele lhe direcionava não era de escrutínio ou julgamento, mas sim carregado de uma gentileza educada.
Se Alice o chamava de Sr. Siqueira, ele certamente seria o pai de Douglas Siqueira e Lucinda Siqueira.
Completamente diferente dos irmãos.
Como se guiada por algo inexplicável, Inês assentiu; parecia haver uma atração sutil no ar.
Vendo isso, Ellie decidiu não interromper mais. Afinal, ela própria tinha um encontro naquela noite.
— Sra. Ellie, não se deixe levar facilmente pelo charme dos rapazes mais novos. Minha mãe sempre diz que fica preocupada com você — advertiu Alice.
— Fique tranquila — respondeu Ellie, mandando-lhe um beijo no ar.
— Jantem direitinho, queridas — disse ela, piscando para Inês em seguida.
— De modo algum. O Sr. Siqueira está se preocupando à toa — respondeu Inês com polidez, sentindo uma certa afinidade ao olhar para o homem de meia-idade à sua frente.
Diante de um senhor tão afável, seria impossível para Inês apontar os erros de seu filho bem na sua cara.
O jantar foi servido. Ellie já havia feito o pedido com porções suficientes para os quatro.
— Li recentemente uma reportagem sobre a Dra. Jardim. A senhora é de Cidade GIO? — perguntou Robson, que mal tocou na comida, passando a maior parte do tempo observando Inês.
— Sim — assentiu Inês, mastigando devagar.
— Que coincidência. Trabalhei por um tempo em Cidade GIO quando era mais jovem. Depois, por motivos pessoais, retornei para Cidade Balma e nunca mais voltei para lá. Pensando nisso agora, sinto uma certa nostalgia — disse Robson.
Ele falava sem pressa, exalando um ar naturalmente refinado e erudito. Não parecia muito com um empresário e era bem diferente da maioria das figuras paternas que Inês já havia conhecido.
Provavelmente era essa a razão pela qual ela se sentia tão à vontade com ele.
Inês não era muito de falar, então não acrescentou mais nada. Robson e Santiago também não fizeram mais perguntas, tampouco demonstraram qualquer arrogância por serem mais velhos. Jantaram em uma atmosfera tranquila e harmoniosa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...