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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 519

Rodrigo estava prestes a contar isso a Inês quando o carro de Lucinda parou diante dele. A janela desceu, e ela disse sorrindo:

— Rodrigo, meu pai veio para Cidade Alvorecer. Ele disse que você vai acompanhá-lo para tomar um chá no Palácio Red à tarde e que jantarão por perto à noite. Vamos juntos? Eu também estava indo encontrá-lo.

Enquanto falava, Lucinda lançava olhares de soslaio para Inês. Quem observasse com atenção notaria nela uma certa tensão disfarçada.

Rodrigo não respondeu a Lucinda, voltando-se apenas para Inês:

— Preciso voltar para me preparar. Não poderei almoçar com você hoje.

Inês apenas assentiu com a cabeça.

— Noel vai dirigir. Alice, nada de levar Inês para beber. — Rodrigo deixou tudo organizado, pegou as chaves do carro com Noel e o instruiu — Cuide bem das duas.

Depois, disse a Inês:

— Vou dar um pulo na empresa.

Isso significava que ele não iria pelo mesmo caminho que Lucinda.

Ao ouvir isso de dentro do carro, Lucinda abriu um sorriso ainda mais educado para Inês antes de arrancar e partir.

Rodrigo olhou para Adrian, que se apressou em dizer:

— Entendido, entendido. Cuidarei bem da Sra. Jardim e da Sra. Simões.

Só então ele partiu mais tranquilo.

Paulina cruzou os braços e perguntou, com o rosto franzido:

— Desde quando o Rodrigo age como uma mãe coruja?

Adrian lançou-lhe um olhar que dizia para ela tirar suas próprias conclusões.

Paulina entendeu: Rodrigo estava genuinamente preocupado com Inês.

Ela não suportava ver Adrian defendendo Rodrigo daquele jeito. Jogou as chaves do carro nas mãos dele e devolveu o mesmo olhar expressivo.

Adrian deu um sorriso resignado e destravou o carro:

— Entre, Sra. Ramalho. Farei o sacrifício de ser seu motorista por hoje.

Paulina ergueu levemente o queixo, virou-se para Inês e disse:

— Mande o endereço para o meu motorista.

Inês olhou para Adrian, e ele confirmou com a cabeça:

— Sim, sou eu.

Os dois foram os primeiros a entrar no carro.

Era evidente que ela estava competindo para ver quem era mais íntima de Inês.

Xica achou graça, mas continuou chamando-a de Sra. Simões.

Alice não se importou. Se a outra insistia em tratá-la daquela forma, que assim fosse. Cada uma chamaria a outra como preferisse.

— Inês, esse almoço do meu irmão com o pai da Lucinda foi ideia dos meus pais. Não tem nada a ver com ele. Além disso, meu irmão não gosta da Lucinda. Pode ficar totalmente tranquila.

Inês não soube o que responder e apenas a orientou:

— Sente-se direito, senão vai ficar enjoada com o balanço do carro.

— Ah. — Alice ajeitou-se obedientemente no banco.

Inês olhou para o motorista:

— Noel, é só seguir o GPS. Preciso retornar uma ligação.

— Certo, Sra. Jardim.

Inês ligou primeiro para o Sr. Franco. Quem atendeu foi Léo Franco. Ao reconhecer a voz dela, ele correu para entregar o celular ao avô.

Ao saber que Inês havia vencido o processo, o Sr. Franco disse com alívio:

— Entendi.

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