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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 426

[Opção 1: Dinheiro.]

[Opção 2: Entregar-se a ela.]

[Opção 3: Dinheiro e entregar-se a ela.]

Havia também uma notificação de mensagem apagada no meio de tudo isso.

Rodrigo fixou o olhar nas palavras Hoje é o aniversário da Dra. Jardim e virou a cabeça para falar com Daniela Tavares: — Hoje é o aniversário da Inês. Faltam uma hora e quarenta e seis minutos para o fim do dia.

Daniela processou a informação rapidamente e deduziu qual era a necessidade do chefe: como providenciar uma surpresa ou presente para a Dra. Jardim num prazo tão curto.

— Diretor Simões, com os seus recursos, o senhor pode conseguir qualquer surpresa ou presente para a Dra. Jardim dentro de uma hora. No entanto, acredito que o seu maior receio deva ser assustá-la com o exagero.

Os passos de Rodrigo vacilaram de leve. Ele lançou-lhe um olhar avaliador e disse: — Continue.

— A decisão do que dar deve partir do Diretor Simões para que tenha real significado. — Daniela refletiu por um instante. — Como referência, sugiro que utilize o Diretor Rocha, da Tecno Universal, como um exemplo claro do que não fazer.

Era a mesma coisa que a Sra. Paz havia dito.

Rodrigo emitiu um murmúrio de confirmação. Parecia que uma ideia começara a ganhar forma na sua mente.

Ao saírem pelo corredor VIP, Noel já os aguardava. Com a porta do carro aberta, o Diretor Simões sentou-se no banco de trás e Daniela ocupou o assento do passageiro.

Sem precisar de ordens, Noel já sabia que o destino era a Mansão Serra Sul 9.

Observando a neve caindo lá fora, Rodrigo indagou sobre os pormenores do evento social daquela noite.

Noel não havia participado presencialmente e desconhecia os detalhes em primeira mão, mas já havia telefonado para Esther durante o trajeto até o aeroporto para entender todo o ocorrido.

Ele sabia muito bem que o Diretor Simões perguntaria.

Noel relatou os fatos:

O Diretor Rocha tentou obrigar a Sra. Jardim a segurar o seu braço, e ela mandou ele se comportar.

A Sra. Jardim apresentou-se a Soren, da Sno Semiconductores, como Inês, deixando claro que não era a esposa de ninguém.

O Diretor Rocha reclamou por ela não o chamar pelo título, e a Sra. Jardim passou a chamá-lo de ex-marido.

O Diretor Rocha quis ensiná-la a dançar, e a Sra. Jardim respondeu que ele era sujo.

O Diretor Rocha tentou se aproximar aproveitando a empolgação das pessoas ao redor, e a Sra. Jardim exigiu que ele primeiro pagasse a quantia de cento e dezoito milhões em fundos de pesquisa.

O Diretor Rocha tentou usar o Mike de novo para fazê-la ficar, mas a Sra. Jardim virou as costas e foi embora com elegância.

Ao escutar o relatório, a expressão de Rodrigo alternava-se entre franzir e relaxar as sobrancelhas. No geral, o relaxamento predominou. Inês não apenas não se conteve nas respostas, como também não caiu nas armadilhas de Abel.

Ela ergueu o prato com o bolo minúsculo: — É para você, Rodrigo.

— Guardaram para mim? — O seu tom de voz era suave, com o olhar profundo fixo nela, estendendo a mão para pegar o prato.

Inês assentiu levemente com a cabeça.

A Sra. Silveira comentou ao lado: — Quando a Sra. Jardim dividiu o bolo, ela cortou exatamente quatro fatias para garantir que sobraria uma para o senhor.

Alice Simões balançou a cabeça freneticamente, concordando.

Rodrigo colheu um pouco do chantilly com a ponta do dedo e tocou-o delicadamente na ponta do nariz de Inês.

Inês piscou, pega de surpresa com a atitude.

— Feliz aniversário. — Mal a saudação soou, ele deixou pender perante os olhos de Inês um colar de latão envelhecido, ornado com uma chave esculpida. No centro do metal, repousava um rubi sangue de pombo cintilante.

— É o seu presente de aniversário. A chave não abre portas, mas a joia no meio tem o seu valor.

— Use-o como enfeite.

Alice apertou os olhos e reparou bem. A chave não continha as marcas do brasão da Família Simões impressas nela?

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