Inês quis retrucar, mas seus lábios foram capturados num beijo.
Por fim, adormeceu sentindo-se tonta e sonolenta.
Satisfeito, Rodrigo cuidou do quarto, limpou meticulosamente o corpo da esposa e trocou sua roupa. Depois foi se lavar e desceu para ver os filhos.
Os três pequeninos dormiam profundamente em seus bercinhos, sob a vigília atenta da Sra. Silveira e da Enfermeira Pediátrica.
Rodrigo tocou Cássio com um dedo e depois cutucou Júlio, murmurando:
— Dormindo que nem porquinhos.
Ao chegar à vez da filha, ele já não usava apenas o toque. Como de costume, aconchegou o dedo polegar dentro da palma minúscula da garotinha e disse com doçura:
— Durma bem, meu amor, amanhã de manhã a mamãe vem abraçar vocês de novo.
De madrugada, o céu noturno ainda se mantinha negro lá fora quando Inês acordou.
Bastava ela se mover para Rodrigo também abrir os olhos. Apoiando o corpo, ele perguntou:
— Quer levantar para comer alguma coisa?
— Quero. — Inês lançou um olhar reprovador, sentindo seu estômago roncar ruidosamente em resposta.
Rodrigo riu baixinho. Pegando Inês nos braços, desceu com ela escada abaixo, justificando-se no trajeto:
— Só para corrigir, essa teoria de que os homens declinam depois dos vinte e cinco não se aplica a mim.
Com ele a história era outra.
Trinta anos no ápice do vigor, cheio de energia e resistência.
Inês nem tentou responder, sua atenção estava concentrada estritamente em saciar a fome.
No interior da propriedade, reinava um profundo silêncio de sono. Rodrigo foi à cozinha e esquentou um pouco de caldo encorpado que a Sra. Silveira reservara para Inês. Aproveitou e preparou rapidamente uma tijela fumegante de macarrão, levando-a servida.
Ele deixou sobre a mesa porções com os acompanhamentos variados.
Inês mantinha-se incrivelmente silenciosa ao mastigar as porções da tigela. Rodrigo permaneceu ao lado, respeitando-a sem perturbar o instante; acompanhava o jantar de perto, bastando notar resquícios do jantar próximo à sua boca para estender lenços para a limpeza. Cuidava de encher seu prato com mais sopa se a visse interessada ou levantava para preparar outra rodada do ensopado se assim desejasse.
— Por que você está me olhando o tempo todo? — Inês questionou com a voz amena e o olhar focado em Rodrigo.
Ele assumiu sua admiração com tranquilidade:
— É raro termos um momento tão silencioso a sós.
Com o advento dos pequenos rebentos pela casa, os intervalos entre os afazeres extenuantes fora de casa de ambos eram logo engolidos pela atenção redobrada em seus filhinhos queridos. Portanto, gozar de minutos valiosos mergulhados na companhia inabalável do silêncio no refúgio um do outro não era rotina.
Quando o último bocado se desfez na boca de Inês, ela aliviou os talheres que jaziam ao lado e aceitou com um toque cálido o papel oferecido por Rodrigo para repousá-lo nos lábios:
— Quer ver o nascer do sol, marido?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Pra que um livro tão longo? É muito cansativo. Estou no capítulo 244 só agora ela foi revelada, para mim o livro só teria mais o envolvimento dela com o Rodrigo e acabaria ai, mas não, tem que passar de mil capítulos....
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...