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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 1131

Mansão Meia-Encosta.

Os convidados que precisavam ir embora já tinham partido; os que ficariam, haviam sido encaminhados aos seus quartos. E àqueles que desejavam passear pela propriedade, não faltavam guias para orientá-los.

Com tudo devidamente organizado, Rodrigo preparou-se para ir à cozinha fazer uma sopa contra ressaca.

Ao entrar, percebeu que a Sra. Silveira já havia feito a sopa e enxugava as mãos.

— A sopa está pronta, o senhor quer levá-la logo para a Nossa Jovem Senhora tomar, ou prefere fazer o senhor mesmo?

Rodrigo não fazia questão de prepará-la. Quanto mais rápido levasse para Inês, melhor. O importante era que ela se sentisse bem.

— Obrigado, Sra. Silveira.

A Sra. Silveira sorriu, com os olhos se estreitando de alegria: — O senhor realmente mudou.

Rodrigo ia aconselhá-la a não ler tantos romances, mas em vez disso, apenas tirou um grosso envelope de presente do bolso.

— Sra. Silveira, para a senhora.

— Nossa, mas que envelope tão grande! — Quando ela o pegou, notou que havia um maço bem sólido de dinheiro lá dentro.

— A senhora foi fundamental para que Inês e eu chegássemos a este dia. — Rodrigo pegou a bandeja com a sopa. — Pode me procurar sempre que precisar de ajuda para a educação e o futuro emprego dos seus netinhos. Eu cuidarei de tudo para a senhora.

O olhar da Sra. Silveira se encheu de entusiasmo e gratidão, mas ela respondeu em tom sério: — Senhor, os leitores de romances chamariam isso de criar seguidores leais até a morte.

Rodrigo respondeu: — Que negócio de morte, vivemos numa sociedade regida pela lei.

Rodrigo acrescentou: — Fique de olho na Alice e nas outras meninas. Beber é uma coisa, mas que não aconteça nenhum acidente.

A Sra. Silveira acompanhou as costas do patrão com o olhar, dando tapinhas no peito em sinal de promessa: — Vou cuidar muito bem da senhorita e das outras, com certeza.

Rodrigo subiu para o segundo andar carregando a sopa. A escada inteira estava coberta com um tapete vermelho festivo, porém, para o seu gosto, não era fofo nem quente o suficiente.

Decidiu que, dali a alguns dias, mandaria trocar todos os tapetes da casa por outros que fossem bem macios e quentinhos, garantindo que chegassem a todos os cantos, para que Inês pudesse andar descalça por todo lado.

Ele sabia que Inês adorava ficar descalça em casa e pisar na grama sem sapatos, mas quase nunca o fazia. Talvez por achar o chão frio ou por receio de que fosse malvisto.

Ele deixou a tigela no criado-mudo e inclinou-se para chamar por ela em voz baixa.

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