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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 1012

Inês tirou uma foto e a enviou no grupo.

— [Obrigada, minha Sra. Paz.]

Sra. Paz: — De nada, nora!

Logo em seguida, Alice enviou um áudio perguntando:

— E os meus? E os meus? Você achou? Não me diga que o meu irmão os escondeu?

Um leve aroma de magnólia flutuava no carro enquanto Inês começava a procurar os presentes que todos lhe deram, como numa caça ao tesouro.

Encontrou o envelope vermelho com dez mil em dinheiro de Gustavo, e encontrou as duas Bonecas da Hello Kitty de Alice.

Quando criança, ela realmente olhara de longe para a Hello Kitty nas vitrines.

O desejo de menina fora realizado por uma boa amiga na fase adulta.

— A Alice é um anjo. — disse ela.

Rodrigo indicou com o olhar que ela ainda não havia terminado de procurar. Inês pensou que, além de lhe comprar um carro, ele ainda tinha outros presentes.

Finalmente, viu uma caixa de presente no tapete do banco de trás. Era pesada quando ela a levantou. Ao abri-la, deparou-se com o conteúdo.

Um conjunto de joias de safira completo.

Colar, brincos, broche, anel e pulseira.

Isso não parecia ter nada a ver com tirar a carteira de motorista e comemorar o carro novo. Pelo que conhecia de Rodrigo, era puro desejo de presentear.

Vendo uma leve ondulação em seus olhos, Rodrigo imediatamente se animou:

— Ainda tem as vermelhas e as verdes.

Inês virou a cabeça para olhar para ele:

— Mas eu não costumo usar joias, e a natureza do meu trabalho não é adequada para isso.

— Nem todas as coisas são feitas para serem usadas. — disse Rodrigo.

Tudo bem, guardá-las para coleção também servia.

Inês aceitou, abraçou Rodrigo e, finalmente, decidiu falar:

— Gosto de todos os presentes que você me dá. Mas espero que não fiquem apenas acumulando poeira. Então, da próxima vez que for me presentear, podemos escolher algo que eu possa levar comigo?

— Eu. — disse Rodrigo.

Inês não pôde deixar de rir. Afinal, não podia prender Rodrigo no cinto da calça.

Ela dirigiu o carro pelas ruas movimentadas da Cidade Alvorecer. Parecia tranquila, mas, na verdade, sua velocidade era um pouco lenta, e mantinha uma grande distância dos carros da frente e de trás.

Rodrigo abriu a boca para dizer:

— Não se preocupe. Os outros não ousam colar muito perto desse carro, e o meu está logo atrás.

O motorista os seguia lentamente no Cullinan.

Inês, na verdade, tinha uma dúvida:

— Por que você tem dirigido o Cullinan por tanto tempo?

Se ela se lembrava bem, isso começara depois do acidente com o Maybach.

Ele não tinha como perguntar, apenas disse:

— Devem estar com fome, entrem logo.

Inês assentiu, puxando a mão de Rodrigo enquanto passavam pelo pai e pelo filho.

Douglas se afastou de lado, silencioso como um pedaço de madeira.

Robson apertou os lábios, não resistindo a perguntar:

— Inês, Rodrigo, a data do noivado de vocês já está marcada?

Os convites da Família Simões ainda não haviam sido enviados. Os Siqueira ainda não sabiam a data exata; queriam perguntar aos Simões, mas não ousavam incomodar demais.

Os passos de Inês pararam levemente:

— Já está marcada.

Não houve mais conversa.

Mas na mesa de jantar, Inês perguntou a Rodrigo:

— Quando vamos enviar nossos convites de noivado?

Rodrigo olhou para ela:

— Quando você quiser. Podemos entregá-los pessoalmente, iremos juntos.

Inês murmurou um "ah" suavemente.

Rodrigo riu levemente.

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