Assim que o carro parou por completo.
Florença continuou sentada, paralisada pelo susto. Levou instintivamente a mão ao baixo ventre. Gotas de suor frio escorriam por sua testa e sua respiração tornou-se acelerada e irregular.
O motorista, alarmado com o estado dela, indagou: — Moça, você está bem?
Florença engoliu em seco, recobrando parte da compostura: — Eu estou bem.
O condutor saiu do veículo às pressas e marchou em direção ao carro infrator, onde passou a desferir uma torrente de insultos contra o motorista imprudente.
Antes mesmo que Florença pudesse abrir a sua porta para sair, ela foi subitamente escancarada do lado de fora.
— Srta. Lourenço.
Florença virou o rosto e deparou-se com o motorista que deveria tê-la levado. Afinal, seguindo ordens rigorosas do Sr. Carnelo, ainda que Florença recusasse a carona, sua missão era garantir que ela chegasse ilesa em casa.
Ao analisar o semblante de Florença, ele suspirou aliviado por constatar que, aparentemente, nada grave havia ocorrido.
— Srta. Lourenço, por favor, desça primeiro. Não é seguro permanecer aqui.
Tendo recuperado um pouco da força, Florença desceu vagarosamente do automóvel, apenas para encontrar Eduardo ali. Ele logo demonstrou preocupação: — Você está bem?
Ela desviou o olhar, ignorando-o da mesma forma como fizera mais cedo.
No fim, acabou aceitando entrar no veículo do motorista da família.
— Me leve ao hospital mais próximo.
O funcionário, temendo pela coloração mortalmente pálida no rosto dela, perguntou: — A senhora se feriu em algum lugar?
Encostada no banco, Florença optou pelo silêncio.
Sem hesitar, o motorista acelerou e logo alcançou o centro médico mais próximo.
Florença não permitiu que ele a acompanhasse para dentro.
Restou a ele aguardar no saguão do andar térreo. Contudo, rapidamente pegou o celular e fez uma ligação para Carnelo.
A chamada foi atendida.
— Sr. Carnelo.
Foi então que ocorreu.
Uma silhueta alta e esguia irrompeu pela porta principal. Com um único relance, Carnelo localizou Florença aguardando no banco e caminhou até ela a passos largos.
À medida que ele se aproximava e parava bem à sua frente, Florença foi despertada de seu torpor. A ponta dos seus dedos contraiu-se por instinto, e o seu coração sofreu um aperto inevitável de tensão.
— Você...
Os olhos de Carnelo percorreram o corpo dela em busca de ferimentos aparentes, sem achar nenhum. Ele disparou: — O que você tem? Onde está doendo?
Florença respondeu: — Não estou sentindo nada.
Carnelo exigiu: — Deixe-me ver o laudo médico, então.
Naquele momento, Florença deu graças por não ter guardado o documento impresso, o qual fizera questão de picotar e jogar fora para evitar que Renata e os demais se angustiassem caso ela o levasse para casa.
Florença disse: — Não aconteceu nada comigo. Vá embora! — Em seguida, baixando a cabeça, pegou o celular na bolsa e ligou novamente para Fausto.
Carnelo permaneceu imóvel, fitando-a até que ela encerrasse a ligação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Coração Refeito: A Trajetória de Uma Hérói
Quando vai ser liberado o restante, do livro...
Continua depois do 1121, como faço para acabar de ler?...
Quantos capítulos tem o romance?...
Cadê os 5 chaps Day????...
Quando será liberado os capítulos...
Quando será liberado novos capítulos????? Me responda por favor...
Quando teremos novos capítulos?...
quando serão publicados novos capítulos?...
Adoro...