Valéria:
Seguimos para o elevador. O mármore do chão e os espelhos nas paredes ampliavam a sensação de claustrofobia, mas não era disso que eu reclamava. Ficar fechada com três homens maravilhosos nesse espaço reduzido estava me deixando louca. De cabeça baixa, olhei de relance para eles e, puta que pariu, havia uma baita ereção ali. Na verdade, três. Caramba, lá se vai de vez minha calcinha, preciso urgentemente ir ao banheiro e jogá-la no lixo.
As portas de metal polido se fecharam com um silvo suave, e o elevador começou a subir. O silêncio era pesado, carregado de eletricidade.
— Tá vendo o que fez com a gente, nostra Valéria? — a voz de Dante rompeu o silêncio, grave e rouca. — Estamos loucos de tesão por você.
Antes que eu pudesse processar a informação, os três se aproximaram. Mãos grandes tocaram meu rosto, e um gemido baixo escapou dos meus lábios. Quando menos esperei, fui tomada pela boca de Dante, um beijo voraz e possessivo, enquanto Lucca e Enrico beijavam e mordiscavam meu pescoço, criando um caminho de fogo por minha pele. Senti o elevador parar e não tinha me dado conta. O painel piscava com o número do andar, mas a porta não abria. Eles tinham o controle.
— É só pedir que paramos, nostra Valéria. Quer? — disse Lucca, tomando minha boca dos lábios de Dante, enquanto este desviava sua atenção para meu pescoço.
— Não... — falei em um gemido, a negação soando mais como um pedido.
Dante percorreu com sua boca pelo meu decote, descendo a alça do meu vestido com os dentes. Tomou meus seios em suas mãos, e passou a língua úmida nos bicos rijos de desejo, que endureceram ainda mais sob seu toque. Senti a mão de Enrico subir por minha coxa, deslizando por baixo da barra do meu vestido curto, até encontrar o calor entre minhas pernas. Seus dedos pressionaram o tecido úmido da minha calcinha, causando um tremor em minha intimidade. Não sou uma garota boba que nunca teve um orgasmo, às vezes me toco durante o banho e debaixo das cobertas, porém, nunca senti nada parecido com as sensações despertadas em mim agora. Era como se cada terminação nervosa do meu corpo tivesse sido exposta e estivesse em chamas.
— Não parem, por favor! — disse, tomada pela luxúria, a voz embargada.
— Puta que pariu. Você está encharcada por nós, querida. — Enrico tomou meus lábios, cedendo acesso de minha calcinha aos irmãos. Dante e Lucca me despiam com os olhos e as mãos, me deixando ainda mais molhada de tesão. Quando dei por mim, já estava sem a calcinha vermelha de renda. Vi quando um deles — não sei qual — a recolheu do chão, cheirou e enfiou a peça minúscula no bolso. Eu estava latejando de desejo, vazia e cheia ao mesmo tempo.
Eles estavam embriagados de desejo, o único som que se ouvia era de nossos gemidos e da respiração ofegante ecoando nos espelhos. Eu me sentia em um filme para maiores de 18, mas mais real e intenso do que qualquer tela poderia reproduzir. Caramba, tinha três caras muito gostosos a minha disposição, e eles estavam ali por mim.
Lucca tomou minha boca novamente enquanto massageava meus seios. Enrico começou a movimentar os dedos, invadindo minha intimidade com uma precisão que tirava meu fôlego, enquanto chupava e mordia meu pescoço, marcando a pele. Então, senti a boca de Dante onde ninguém jamais havia ousado colocar a boca. Ele me chupou, mordeu meu clitóris com delicadeza e, ao mesmo tempo, Enrico me penetrou com um dedo.
— Caralho, que boceta gostosa e cheirosa — disse Dante, a voz abafada, enquanto sua língua deslizava por minhas dobras, sugando todo o mel que escorria dela, o som obsceno preenchendo o elevador.
— Porra! É apertada, vou gozar nas calças feito um adolescente! — gritou Enrico, enquanto introduzia mais um dedo, esticando-me. Ardia um pouco, mas o tesão que sentia era maior, uma onda que varria qualquer desconforto. Vi quando cada um tirou o pau duro feito rocha pra fora das calças enquanto me tocavam. Caramba, fiquei vermelha, roxa e azul. Aquilo nunca caberia em mim! A visão daqueles três membros, grossos e eretos, era quase absurda.
Meu corpo tremia e suava de tanto tesão, estava prestes a explodir. Sentia Enrico voltar a me penetrar com um e depois dois dedos, num ritmo acelerado, enquanto isso, Dante se fartava chupando meu clitóris, que já estava inchado de prazer. Lucca intercalava entre meus seios e minha boca, mordendo meus lábios inchados. Ele largou meus lábios, e senti meu corpo aquecer de dentro pra fora, explodindo em espasmos. Caramba, nunca na vida senti algo assim! Liberei a vadia que habitava em mim e não estava nem aí, pois nunca mais os veria de novo! Sem julgamentos ou culpa.

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