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Contrato de Luxúria - A Virgem romance Capítulo 15

Dante:

Quando Lucca ligou contando o ocorrido, imaginei que daria nisso. Ela lia e segurava com fúria ao mesmo tempo. Juro que imaginei que a reação não seria das melhores, mas era bem pior. Ela em nenhum momento nos olhou nos olhos até terminar de ler o contrato.

Ela o fechou e juro que vi raiva em seus olhos.

— Serei obrigada a cumprir esse maldito contrato?

Não entendo o porquê desse aperto no peito. Nós conhecemos Valéria há menos de uma semana.

— Podemos fazer algumas alterações. Afinal, você não chegou a assinalar o que estava disposta a fazer — disse, engasgado.

— Então era isso o tempo todo! Fui um contrato com começo e fim pré-determinados. Três meses, esse é o tempo que duraria na empresa e na cama de vocês? — continuou. — Na boate, vocês já sabiam quem eu era desde o começo? Resolveram fazer o teste-drive antes de assinar esse maldito contrato?

— Sim, sabíamos! Recebemos sua ficha pela manhã naquele dia — disse Enrico.

— Mas não era um teste-drive, foi atração instantânea.

— Por que eu? — ela perguntou, curiosa.

— Na verdade, as outras candidatas, na maioria, não nos agradaram, e outras eram casadas, o que não é o que procuramos.

— Você foi indicada por Salvatore. Sua amiga pediu a ele uma oportunidade para a amiga que estava desempregada. E, quando vi sua foto no currículo, senti que era você quem procurávamos, e tive a confirmação quando vi nos olhos dos meus irmãos o mesmo brilho que nos meus.

— Quanto à boate, foi coincidência. Não esperávamos te encontrar lá e, quando te vimos, não resistimos. Seu corpo... seu cheiro nos atraiu de uma maneira incontrolável. – Eu explicava, com a esperança de que suas palavras fizessem diferença.

— Se eu não aceitar o que está nesse contrato, serei demitida antes mesmo de começar?

— Não será! Mas faremos de tudo para convencê-la. Não aguentamos mais ficar sem você. Ensinaremos tudo por trás do mundo da submissão, e você irá gostar — disse Enrico.

— Quero duas semanas para pensar e, para isso, quero que rasguem esse contrato que assinei. É injusto ter que cumprir algo que nem imaginei que existisse. Esse é o tempo necessário para o efeito do anticoncepcional.

— Está certa, farei outro contrato. Leve uma cópia em branco para você ler e amadurecer a ideia do que você está ou não disposta a tentar — eu disse.

— Se estiver disposta, pode começar a trabalhar amanhã – Enrico falou.

— Tudo bem. Está passando da hora de começar a trabalhar – Falou, nos olhando triste.

— Daniela te mostrará como tudo funciona, nossas agendas, reuniões e contratos. Seja bem-vinda, senhorita Valéria.

Vê-la sair do meu escritório sem o sorriso malicioso de sempre foi como um soco no estômago. Eu e meus irmãos ficamos sem reação. Mas poderia ter sido pior.

— Bora trabalhar. Quanto a mim, vou fazer as malas, viajarei logo pela manhã. — Lucca tinha que estar em Seattle sem falta.

Cada um tomou seu rumo, e fiquei ali, louco para chamar Valéria novamente ao meu escritório.

(...)

Valéria:

Sair do escritório e ter que olhar para a cara debochada da Daniela foi o pior.

— Mal chegou e já está levando bronca?

Antes que eu respondesse, o telefone tocou.

— Senhorita Daniela, mostre como tudo funciona, onde estão nossas agendas e coloque a senhorita Valéria a par de tudo. Amanhã, a senhorita pode voltar ao posto que ocupava antes.

— Sim, senhor Dante!

Eu ri muito por dentro. A garota estava se achando e caiu do pedestal.

Era uma hora da tarde. Daniela tinha ido para o almoço no refeitório da empresa. Tínhamos uma hora e meia de pausa para o almoço. Estava distraída, digitando alguns relatórios, e fui despertada pela mistura de perfumes que me excitavam.

— Hora do almoço, Valéria! — Enrico falou.

A Arte da Provocação 1

A Arte da Provocação 2

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