Entrar Via

Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 70

Ele respirou fundo, a imagem veio clara, a sensação de pavor ainda continuava ali em cada partícula do seu corpo. Ele fechou os olhos e pensou em Milena. E isso foi o suficiente para seu peito se acalmar.

— O que me diz Marcelo? Vai pagar pra ver ou vai arcar com as responsabilidades do que aquele acidente causou?— Katherine perguntou.

— Se eu fizer isso… — começou, a voz rouca. — Vai ser temporário. Até os médicos liberarem. Até ela estar estável. Sem interferir na minha vida. Sem jogos.

— Ótimo!— Katherine respondeu com um sorriso.

— Mas se algo acontecer com Milena e meus filhos, eu acabo com vocês. Não importa o preço que eu tenha que pagar depois.

Katherine inclinou a cabeça, satisfeita.

— Claro. — respondeu. — Nós só queremos o tempo necessário para Kethelyn se recuperar.

Kethelyn deixou escapar um soluço baixo.

— Obrigada… — murmurou. — Eu sabia que você ainda se importa comigo e não conseguiria me deixar morrer.

Marcelo não a olhou, se virou e caminhou até a porta, sentindo o peso daquela decisão esmagar cada passo. Antes de sair, parou.

— Só vou deixar claro uma coisa. Eu estou fazendo isso pela Milena, não por vocês. — disse, sem olhar para trás. — Não tentem testar o meu limite. Milena é inocente demais para ver maldade nas pessoas. Então saibam que qualquer palavra que a machuque, garanto que não vão gostar das consequências.

Katherine sorriu de canto.

— Vamos ver até quando você vai pensar assim.— murmurou.

Quando a porta se fechou, Kethelyn deixou o choro cessar quase instantaneamente. Olhou para a irmã.

— Ele cedeu. — disse, em voz baixa.

Katherine aproximou-se da cama.

— Eu disse que o ponto fraco dele, era ela.. — respondeu. — Agora é só agir rápido. Antes que ele crie coragem para voltar atrás.

Kethelyn encarou o teto, os lábios se curvando num sorriso quase imperceptível.

— Não se preocupe. — murmurou. — Eu não pretendo esperar muito, amanhã mesmo dou um jeito de retornar a vida que me pertence.

Já na mansão tudo estava silencioso demais.

Marcelo entrou sem acender todas as luzes. O som da porta se fechando atrás dele pareceu alto demais. Ele caminhou direto para o bar, largou as chaves sobre o balcão e abriu a primeira garrafa que encontrou. Bebeu direto na garrafa. Um gole longo, ardido, como se quisesse apagar algo por dentro.

O álcool descia queimando, mas não fazia efeito suficiente. As imagens não iam embora. A ameaça, o envelope, o vídeo, o nome de Sabrina ecoando na cabeça dele como uma sentença. A mão tremia quando tentou apoiar a garrafa de volta no balcão. Errou. O vidro caiu no chão e se estilhaçou.

Marcelo ficou parado olhando os cacos espalhados. Deu um passo em falso e se sentou no chão, encostado no balcão. Pegou um dos pedaços de vidro sem perceber a força que fazia. O corte foi profundo. O sangue começou a escorrer rápido, quente, pingando no mármore claro. Ele não sentiu dor. Só cansaço.

No andar de cima, Milena estava acordada. O incômodo veio de repente. Um aperto estranho no peito, uma sensação de que algo não estava certo. Ela virou de um lado para o outro na cama, respirou fundo, tentou ignorar. Marcelo tinha dito que voltaria. Mas o silêncio da casa gritava.

Com cuidado, ela se levantou. Colocou o robe, apoiou uma mão na barriga pesada e saiu do quarto. Desceu os primeiros degraus devagar, segurando no corrimão. Cada passo exigia atenção. Foi quando ouviu o barulho de algo quebrando.

O coração dela acelerou. Sem pensar, desceu os últimos degraus mais rápido do que devia.

— Amor? — chamou, a voz trêmula.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário