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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 67

As palavras de Katherine ecoaram no bar.

O copo entre os dedos de Marcelo tremeu levemente. Ele apertou a mão em volta do vidro como se isso pudesse ancorá-lo ali. O ar pareceu não entrar nos pulmões. Tudo em volta ficou mudo. O riso, a música, as conversas. Ele ficou parado, o corpo inteiro tenso.

Milena que estava poucos passos ouviu e o sorriso que ela ensaiava desapareceu. Seu olhar correu até os de Marcelo, procurando alguma emoção no rosto dele. Não encontrou nada além de rigidez.

— Marcelo… — chamou, baixo.

Ele respirou fundo e finalmente virou-se para Milena.

— Está tudo bem, amor. — disse, mas não conseguiu sustentar o olhar dela por mais de dois segundos.

Katherine sorriu ao ver o medo atravessar o olhar de Milena, ela sustentou o olhar por um segundo a mais do que o necessário.

— Você deve isso a ela Marcelo. Ela te amou todos esses anos. Assim que saiu do coma a primeira coisa que perguntou foi onde você estava. Para ela, você ainda é o noivo dela. O homem que a mimava e protegia. Não seja um babaca agora que ela precisa de você.

Assim que terminou de falar, ela e se afastou, misturando-se às pessoas.

A noite para eles terminou ali. Ninguém conseguia demonstrar realmente o que estavam sentindo.

No caminho de volta, o carro parecia menor. O silêncio pesava. Milena observava a cidade pela janela, mas a mente estava longe. Marcelo dirigia com atenção demais, apertava o volante com força excessiva. Os nós dos dedos estavam brancos. Soltou só quando percebeu a dor.

Ao chegarem à mansão, ele ajudou Milena a descer com cuidado.

— Amor...— Ela falou buscando seu olhos.

— Vai ficar tudo bem. — ele disse.

Dentro da casa, ele a conduziu até o sofá. Ajoelhou-se à frente dela, segurando suas mãos.

— Eu vou ao hospital. — disse direto, sem rodeios. — Mas antes eu preciso que você me escute.

Milena assentiu, o coração batendo forte no peito.

— Ela ter acordado não muda o que eu sinto por você. — continuou. — Nada muda o que nós temos. Eu te amo, amo nossos filhos. E eu volto pra casa hoje.

Ela engoliu em seco.

— Eu sei. — respondeu, mesmo sem ter certeza absoluta.

Marcelo inclinou-se e a beijou com cuidado, depois apoiou a testa na dela por um instante.

— Descansa. — disse. — Qualquer coisa, me liga.

Ele se levantou e virou para sair.

— Marcelo...

Assim que ouviu a voz dela o chamando, ele parou. Ela se levantou e foi até ele, o abraçando pela cintura.

— Eu te amo...— disse Milena quase num sussurro.

Eles se olharam por um instante, num gesto carinhoso, beijou a testa dela e sorriu.

Quando a porta se fechou, Milena voltou a se sentar, permaneceu ali por alguns segundos, sentindo o vazio ocupar o espaço deixado por ele. Depois subiu lentamente para o quarto. Deitou-se, a mão automaticamente sobre a barriga.

— O papai... ele vai voltar...— Murmurou.

Os bebês se mexeram fazendo-a suspirar. Ela fechou os olhos, querendo acreditar que tudo ficaria bem. Mas a inquietação não a deixou dormir.

Lívia que estava preocupada, entrou no quarto e Deitou ao seu lado, entrelaçando os dedos nos de Milena.

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