Gil caminhou para frente com o rosto fechado, o olhar sombrio e ameaçador.
"A filha da minha Família Anjos não é alguém que vocês, um punhado de bombeiros, podem simplesmente levar embora!"
Mário tinha os olhos vermelhos, tão ansioso que as veias em sua testa estavam saltadas.
"Ela está à beira da morte! Precisamos socorrê-la agora!"
Gil ficou momentaneamente surpreso, mas logo soltou um resmungo frio.
"Não pense que essas desculpas vão me assustar! Mande ela continuar fingindo!"
"Hoje, ninguém vai sair daqui! Já chamamos a polícia, eles estão a caminho!"
No meio do impasse, Aurora se aproximou rapidamente da maca.
Bastou um olhar para o rosto lívido de Susana para que seu coração se apertasse com força.
Ela estendeu a mão e verificou a respiração de Susana, tão fraca que era quase imperceptível.
"Mário!"
A voz de Aurora trazia um tom de pavor.
"Rápido! Acho que a Susana está parando de respirar!"
Mário não hesitou mais.
Com voz grave, disse: "Me perdoem."
Antes mesmo de terminar a frase, lançou-se para a frente como uma flecha disparada.
Ouviram-se alguns grunhidos abafados.
Aqueles seguranças altos e fortes pareciam feitos de papel diante dele.
Num instante, estavam todos derrubados no chão, gemendo de dor.
Eram adversários de nível totalmente diferente.
Mário abriu caminho em segundos e ordenou aos colegas atrás: "Vamos!"
Dois bombeiros ergueram a maca e saíram às pressas.
"Parem eles! Não deixem eles saírem!" Silvana gritou, furiosa.
Mas os seguranças restantes, vendo seus companheiros caídos e gemendo no chão, não tiveram coragem de avançar.
"Corpo de Bombeiros Matriz!" Noemi respondeu com firmeza.
Assim que ela terminou, os dois policiais que faziam o registro pararam de escrever ao mesmo tempo, trocaram olhares, ambos com uma expressão sutilmente diferente.
Aurora também relatou os acontecimentos.
Por fim, acrescentou: "Tudo aconteceu porque me preocupei com a segurança da minha amiga e pedi ajuda. Não tem relação com os bombeiros do Corpo de Bombeiros Matriz; assumo toda a responsabilidade."
Os policiais entenderam a situação.
"Então, por favor, venha conosco."
Nesse momento, Gil e Silvana também perceberam que levar o caso até a delegacia não seria bom para ninguém.
Gil apressou-se a dizer: "Senhores policiais, foi tudo um mal-entendido, apenas um mal-entendido! É uma questão de família, minha filha agiu por imaturidade, desculpem o transtorno."
No entanto, Aurora olhou para o policial, com um olhar firme.
"Não é um engano, senhor policial."
"Já que o senhor e a senhora chamaram a polícia, como parte envolvida, devo cooperar com todo o processo."
Ao terminar, ela seguiu com os policiais para fora e entrou na viatura.

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