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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 224

Capítulo 224 — Nosso pra sempre

Sara Olsen

A voz do meu irmão ecoou limpa pelos alto-falantes do tablet, carregada de um choro emocionado que ele tentava conter.

— Olha só como você está linda… Parece um anjo, Sa.

As lágrimas desceram quentes pelas minhas bochechas, sem que eu me importasse com maquiagem ou vestido. Segurei as bordas do aparelho com as pontas dos dedos, encarando cada traço do rosto dele.

— Como… Como você está aqui? Pacientes na primeira fase não têm direito a chamadas de vídeo!

Samuel sorriu com ternura, limpando o canto do olho na manga do suéter.

— Agradece ao senhor Sterling. Ele conversou pessoalmente com a direção médica da clínica ontem à noite. Montou uma linha segura só para eu conseguir assistir ao seu casamento ao vivo. Eles colocaram uma câmera discreta montada no arco de flores do jardim, Sarinha. Eu vou ver cada passo que você der até o altar.

Olhei para o Alexander por cima do aparelho. O famoso “ceifador” continuava ali, ereto, mantendo a tela na altura certa para mim, com um olhar sereno que transmitia uma lealdade inabalável.

— Obrigada, Alex… — sussurrei com a alma inteira naquelas palavras. — Eu nunca vou esquecer o que você fez por nós.

— O Henry pediu. E você merece, Sara — Alex respondeu com brevidade e respeito.

Voltei os olhos para o visor, onde Samuel me fitava com um orgulho imenso.

— Sa, vai lá e casa com aquele homem. Cuida do meu sobrinho. Eu estou me dedicando aqui todos os dias, fazendo as terapias, encarando a abstinência… Eu vou sair daqui limpo, do jeito que eu prometi. Seja muito feliz, minha irmã. Eu te amo mais que tudo.

— Eu te amo daqui até a eternidade, meu irmão. Fica firme por nós!

Alex encerrou a chamada com discrição, guardou o tablet debaixo do braço e deu um passo para trás.

— O seu sogro está te esperando no final do corredor para te conduzir até o jardim.

Victoria me abraçou de lado, limpando as minhas lágrimas com um lencinho de seda.

— Agora sim o dia está perfeito. Vamos lá, senhora Reeves.

Respirei fundo, ajeitando o buquê de rosas brancas e lírios entre as mãos.

Quando desci a escadaria principal da mansão, encontrei o papai Rick me esperando no hall de entrada. O fazendeiro usava o seu melhor terno escuro, a fivela texana polida brilhando na cintura e os olhos azuis cheios de um afeto paternal sincero.

Ele estendeu o braço forte para mim com um sorriso largo.

— Pronta para entrar na nossa família de vez, minha menina?

— Mais pronta do que nunca, senhor Reeves — respondi, entrelaçando o meu braço no dele.

— Papai, minha filha. A partir de hoje eu sou seu pai. — senti meu peito apertar, e as lágrimas pinicar nos meus olhos.

— Papai… — ele sorriu pra mim.

As portas duplas de vidro que davam para o gramado dos fundos se abriram e uma marcha nupcial suave começou a soar no violino.

O jardim da Mansão Foley estava deslumbrante. Pequenas fileiras de cadeiras brancas estavam dispostas sobre a grama impecável, cercadas por arranjos baixos de folhagens e flores claras. A brisa fresca do fim da tarde soprava suave, trazendo o cheiro do mar da baía.

E no final daquele caminho de pétalas, sob um arco de madeira rústica e flores do campo, estava o Henry.

Ele vestia um terno azul-marinho de corte clássico, camisa branca e gravata de seda clara. Os cabelos loiros estavam alinhados, e no instante em que ele ergueu os olhos e me viu caminhar pelo gramado, a respiração dele travou.

A mandíbula do meu loiro estremeceu. Vi os olhos azuis dele se encherem de água, a emoção desmontando a postura imponente diante de todo mundo.

Nas primeiras fileiras, o nosso círculo íntimo assistia a tudo: dona Eleonor chorava abraçada às duas avós; vovô Wyatt e vovô Clayton batiam palmas baixas com orgulho; William secava lágrimas dramáticas com o lenço do Augustus, que o envolvia pelos ombros com ternura; Lucas e Natalie sorriam de mãos dadas; e Adrian mantinha Victoria amparada junto ao corpo com um olhar de pura cumplicidade.

Papai Rick me conduziu até o altar, beijou a minha testa com carinho e entregou a minha mão direita para o Henry:

— Cuida bem dela, rapaz. Ela é o nosso maior tesouro agora.

— Com a minha própria vida, pai — Henry respondeu com a voz embargada.

Ele segurou os meus dedos, me puxando para o lado dele. Quando os nossos olhares se cruzaram de perto, Henry sussurrou contra o meu ouvido:

— Você está a noiva mais deslumbrante que já pisou nesta terra, Sarinha.

O juiz de paz conduziu a cerimônia de forma leve e comovente. Na hora dos votos, olhei para a câmera discreta instalada no arco de flores, sabendo que Samuel estava nos assistindo de Aspen, e apertei as mãos do Henry.

— Eu passei a vida inteira sobrevivendo às tempestades, Henry. Achava que o amor era uma ilusão distante para quem tinha a vida organizada. Mas aí você chegou… Chegou com o seu jeito protetor, a sua lealdade indestrutível e me deu um lar. Hoje, eu não te entrego apenas a minha mão; eu te entrego a minha alma, o meu futuro e o fruto do nosso amor. Eu sou sua, hoje e para todo o sempre.

Henry engoliu em seco, as lágrimas escorrendo abertamente pelo rosto dele.

— Eu achava que sabia o que era viver, Sara, até você cruzar o meu caminho. Você me transformou em um homem de verdade. Você me deu a paz que eu nunca tive e uma família que eu nem sabia que precisava. Eu prometo te honrar, te amar nos dias de calmaria e te proteger com o meu corpo nos dias de vendaval. Você é a dona da minha vida.

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