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CEO Fabiano, Você Foi Chutado para Fora do Jogo! romance Capítulo 436

Roberto sentiu a respiração travar por um instante:

— Cada coisa dessas que você fez daria pena de morte. Você é… E você ainda mandou apagarem a memória dela!

Fabiano abaixou os olhos. Nos olhos dele não havia o menor traço de emoção, só vazio:

— Eu não tinha outra saída.

— Teve, sim. — Rebateu Roberto. — Você não tinha só essa opção de apagar a memória dela. Você que não quis admitir, não quis encarar. Você podia ter deixado ela ir embora…

— Impossível.

Antes mesmo de Roberto terminar a frase, Fabiano já tinha negado.

Roberto, no fundo, sabia que era exatamente assim. Caso contrário, por que Fabiano teria pensado em apagar a memória de Ivone?

Para falar a verdade, nem Fabiano era o único. O próprio Roberto já tinha desejado poder apagar alguém da própria cabeça daquele jeito. Quando ele lembrava da cena que tinha acontecido no quarto de hospital de Ivone mais cedo, ele ainda sentia um arrepio de medo.

— Antes disso tudo, ela já queria sair de Uíge. — Disse Roberto. — Com o ódio dos seus pais somado ao ódio dos pais dela, não tinha a menor chance de ela continuar ao seu lado. Você ainda está pensando em apagar a memória dela de novo?

Fabiano abaixou a cabeça e olhou para os cortes na própria mão. Ele sabia que aqueles arranhões tinham sido feitos por Ivone, quando ela tentou soltar a mão que ele não deixava escapar.

— Ela não aguenta mais.

Roberto ficou sem reação por um segundo.

Bem nessa hora, o elevador chegou ao andar da UTI onde Cofrinho estava internado sozinho.

Quando Roberto empurrou a cadeira de rodas de Fabiano para fora do elevador, ele viu, lá na frente, a enfermeira conhecida correndo para fora do quarto da UTI e disparando em direção ao consultório médico.

Logo em seguida, o médico saiu do consultório quase correndo.

— O que aconteceu? — Perguntou Fabiano, com a voz grave.

Assim que o médico viu Fabiano, o rosto de médico ficou sério:

— É, sou eu, eu voltei.

Fabiano segurou a mãozinha que Cofrinho estendeu, por cima da roupa de proteção, com todo cuidado do mundo, com medo de machucar. No dorso da mão da criança ainda havia marcas de agulha.

As pálpebras de Cofrinho tremeram. Ele fechou os olhos cansados, mas, de repente, voltou a abri-los, só para conferir mais uma vez se Fabiano ainda estava ali. Só depois disso ele relaxou e deixou os olhos se fecharem de novo.

Os olhos de Fabiano ficaram vermelhos, e a ponta dos dedos dele tremia quando ele tocou o rosto de Cofrinho.

O estado de Cofrinho tinha piorado. Se, dentro de um mês, não encontrassem uma medula compatível… E mesmo que Maia pudesse ser salva, o corpo dela ainda estava cheio de toxinas que precisariam ser eliminadas, sem falar no tempo de recuperação.

Um mês não seria suficiente.

Fabiano segurou a mão pequena do filho e, por cima do tecido da roupa de proteção, levou os dedos dele até os lábios e deu um beijo leve.

Nesse momento, o médico veio na direção deles com passos apressados, e a voz dele carregava uma empolgação difícil de esconder:

— Sr. Fabiano, chegou uma boa notícia do banco de medula óssea!

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