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CEO Fabiano, Você Foi Chutado para Fora do Jogo! romance Capítulo 428

Ivone se debatia, desesperada, tentando acordar daquele sonho. Quanto mais ela lutava, porém, mais parecia que uma rede se fechava em volta dela, apertando, até o ar ficar escasso.

De repente, no meio daquele sufoco, começaram a soar buzinas de carro. O barulho foi aumentando, ficando cada vez mais caótico.

— Motorista, anda logo, pisa mais! Eu te pago mais! — Gritou Ivone, aflita.

O coração dela disparava dentro do peito.

Ir para onde? Para onde ela estava correndo com tanta urgência?

Aquela onda de pânico esmagador fez com que ela abrisse os olhos de uma vez. A cena que girava diante dela foi ganhando nitidez aos poucos.

Ivone respirava com dificuldade, puxando o ar em golfadas, e olhava em volta, inquieta. O que os olhos dela encontraram foi um restaurante de luxo. Piano tocava uma melodia suave ao fundo. Pelo jeito, alguém tinha reservado o lugar inteiro: não havia nenhum cliente e nenhum garçom à vista.

Ivone segurou o peito com força. Ela não conseguia entender por que estava tão ofegante, como se tivesse vindo correndo até ali.

— Você não ia viajar para o exterior? — Uma voz masculina, grave e familiar, preencheu o ar.

Ivone virou‑se na direção de onde o som tinha vindo.

O homem estava sentado à mesa iluminada por velas. O contorno forte e elegante do rosto dele ficava ainda mais marcado pela luz trêmula das chamas. Os olhos, frios e definidos, carregavam um quê de sedução perigosa, um tipo de armadilha de demônio preparada para fazer qualquer mulher se perder.

Quando Ivone olhou para aquele rosto, sentiu o peito apertar ainda mais sob a própria mão. O coração dela parecia prestes a pular para fora da caixa torácica.

Ela baixou o olhar e viu que, na própria mão, havia um cartão de embarque. O destino indicado era França.

A data era de cinco anos atrás.

Ivone tinha acabado de concluir um projeto de pesquisa e tinha decidido fazer uma viagem ao exterior para relaxar. Ela se lembrava dessa decisão, mas os quinze dias que passou fora do país eram um borrão. No exterior, ela tinha sofrido um acidente e batido a cabeça. Tinha sido Fabiano que tinha ido buscá‑la para levá‑la de volta para casa.

Fabiano se levantou e olhou as horas no relógio de pulso:

— O avião já decolou. Então… você não vai mais?

Ivone respirava ofegante, com os olhos marejados:

— Na notícia falaram que você estava num encontro arranjado. Eu cheguei tarde demais?

— A gente nem tem o mesmo sobrenome. Que tipo de "irmão" você é para mim? Você não é o todo‑poderoso, o cara que não deixa nada escapar dos olhos? Eu gosto tanto de você, e os seus olhos não veem nada? Você está cego? — Disparou Ivone.

Ela avançou em passos rápidos até ficar bem na frente dele. Quando levantou o rosto e viu a expressão repentinamente fria, o olhar que tinha ficado cortante como gelo, ela sentiu a mágoa apertar ainda mais.

— Você vai brigar comigo? — Continuou Ivone.

A névoa subiu nos olhos dela, mas ela manteve o queixo erguido, teimosa:

— Se quiser brigar, briga mesmo, eu não tenho medo de você! De qualquer jeito, eu gosto de você. Eu gosto de você desde criança, gosto demais, até demais! Eu não estou nem aí para o que a gente é um do outro. Eu só sei que eu gosto de você!

— Ivone. — Chamou ele.

Ele falou o nome dela com uma voz tão grave que parecia uma corda tensa se rompendo de repente.

Ao perceber que Fabiano queria cortar a fala dela pela metade, os olhos de Ivone ficaram ainda mais vermelhos:

— Se você ousar brigar comigo, eu marco uma coletiva de imprensa e declaro o meu amor por você na frente do mundo inteiro. Eu vou fazer todo mundo saber que eu gosto de você. Quero ver quem vai ter coragem de tentar tirar você de mim!

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