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CEO Fabiano, Você Foi Chutado para Fora do Jogo! romance Capítulo 351

A lua atrás das nuvens tinha desaparecido do céu. O quarto estava completamente escuro.

Os braços de Fabiano se fecharam ainda mais, apertando Ivone com força contra o peito. Ele enterrou o rosto na curva do pescoço dela e pousou um beijo leve no ponto em que a artéria pulsava sob a pele.

Tão leve que Ivone, em sono profundo, não sentiu nada. Antes de dormir, ela tinha tomado banho. No closet, os pijamas eram todas camisolas, e a que ela tinha escolhido vestia justo, no tamanho certo e no comprimento adequado.

Só que, do jeito que Fabiano a segurava, as duas alcinhas finas tinham escorregado dos ombros delicados dela e parado na altura dos braços.

Quando os olhos dele se acostumaram ao breu, Fabiano afastou o rosto do pescoço dela. Um perfume suave, hipnótico, invadiu o ar e entrou pelos pulmões dele.

Ele baixou um pouco a cabeça, e a ponta do nariz encostou naquele seio incrivelmente macio e liso. Com o movimento inconsciente de Ivone, que virou de lado durante o sono, a mesma maciez roçou de leve a boca dele.

O desejo que ele vinha segurando o dia inteiro, esticado como uma corda prestes a arrebentar, finalmente rompeu.

…

Por causa do óleo essencial para dormir, Ivone teve um sono pesado como pedra.

Mesmo assim, em alguns momentos, no meio do sonho, sentia como se estivesse se afogando, sem conseguir respirar. Em outros, sentia o corpo inteiro quente demais, como se estivesse encostada em um aquecedor.

Quando acordou, mexeu a mão direita dolorida e se sentou na cama. As cortinas do quarto estavam completamente fechadas, sem deixar entrar um fio de luz. Na saleta ao lado, porém, havia luz acesa. Um biombo separava os dois ambientes e deixava o brilho mais suave, sem incomodar os olhos nem atrapalhar o sono.

Ivone não fazia ideia de que horas eram. Virou instintivamente para procurar o celular, até se lembrar de que não tinha levado nenhum aparelho para a ilha.

Estava sozinha no quarto.

Ela saiu da cama. A barra da camisola escorregou das coxas até as canelas quando os pés tocaram o chão. Caminhou até a janela e abriu as cortinas da porta de vidro que dava para a varanda.

Um clarão de sol invadiu o quarto sem piedade. Ela recuou um passo, fechando os olhos, temporariamente cega. Só depois que a visão se ajustou percebeu que o sol já estava a pino, bem no alto do céu.

Ao Meio-dia.

A resposta veio quando ela abriu o cesto de lixo do banheiro e viu, lá dentro, a camisola rosa-clara com uma das alças rasgada. Uma onda de raiva subiu pelo peito de Ivone, quente e rápida.

Ivone e Fabiano não tinham dormido tantas vezes juntos assim, mas ela não era nenhuma menina ingênua. Não havia dor no corpo, nenhum sinal físico que indicasse outra coisa. Isso significava que Fabiano não havia feito sexo com ela enquanto ela dormia. E, se tivesse feito sem que ela acordasse… ela teria dormido o quê? Em coma?

Ivone pegou a camisola no lixo. O cheiro forte e inconfundível de sêmen masculino, aquele odor levemente adocicado e enjoativo, subiu imediatamente, fazendo seu rosto ficar vermelho, o calor se espalhando das bochechas até as orelhas e o pescoço.

Ela largou a peça de roupa de novo, o coração acelerado, movendo a mão direita dolorida como se tentasse confirmar o que sentia.

Fabiano tinha…

O som leve da porta se fechando veio do quarto. Foi tão discreto que, naquele silêncio absoluto, ela ouviu imediatamente.

Passos se aproximaram.

Ivone puxou a camisola de dentro do lixo, deu meia-volta e saiu do banheiro a passos firmes. Na porta, ela ergueu o braço e atirou a peça de roupa diretamente contra o peito do homem.

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