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CEO Fabiano, Você Foi Chutado para Fora do Jogo! romance Capítulo 350

— Me põe no chão!

Os olhos de Ivone estavam cheios de rejeição e nojo. O corpo inteiro dela rejeitava o toque dele, e a mente dela também.

Os braços de Fabiano ficaram tensos, rígidos, apertando-a ainda mais contra o peito. Ele enfiou o rosto no colo dela e respirou fundo, ofegante:

— O que você quer como prêmio?

— Você me solta! — Ivone gritou, cheia de raiva.

De repente, Fabiano, ainda com o rosto enterrado entre os seios dela, soltou uma risada baixa:

— Esse prêmio serve.

Fabiano fez menção de soltá-la, mas Ivone se irritou ainda mais:

— Fabiano, você está querendo me enrolar, é isso?

O sol já estava se pondo. A luz alaranjada escorria pelo horizonte do mar e tingia o chão da ilha. Nuvens em tons de rosa e dourado se espalhavam pelo céu.

Fabiano levantou o rosto. O rosto bonito dele parecia coberto por uma camada de âmbar. Ele colocou Ivone de volta no chão e a fitou com um olhar escuro e profundo:

— O que você quer?

Ivone não hesitou. Parecia que já tinha decidido aquilo antes mesmo de começarem a disputa.

Ela articulou cada palavra com clareza:

— Eu quero a vida da Maia.

O sol desapareceu de vez. O vento do mar ficou mais frio.

— Eu já falei: um prêmio razoável. — Fabiano respondeu.

Ele ficou de costas para o último fio de luz do dia. As linhas do rosto dele afundaram nas sombras, impedindo que Ivone enxergasse claramente seus olhos.

Mas Ivone ouviu muito bem o gelo escondido na voz dele. Então, tudo o que ele tinha dito antes da disputa, sobre ela ser mais importante do que Maia, não passava de ilusão. Ainda bem que ela não tinha levado aquelas palavras a sério.

Ivone só estava apostando alto. Se ganhasse, tentaria arrancar de Fabiano a cabeça de Maia. Se perdesse, recuaria, fingiria que tudo não passava de uma bravata e pediria outra coisa, algo que ele pudesse aceitar.

Um espinho apertou o coração dela por dentro. Ivone sorriu sem o menor pudor:

— Quando eu decidir, eu falo. Eu vou jantar.

O quarto tinha um aroma suave de flores. Era o cheiro do óleo essencial que Fabiano tinha mandado preparar especialmente para o sono. A fórmula não tinha nenhum efeito colateral.

Ivone já estava dormindo profundamente. Ela não ouviu o som da água correndo no banheiro.

Ninguém sabia quanto tempo passou até que alguém erguesse uma ponta do edredom.

Fabiano se deitou na cama e virou Ivone de lado, puxando o corpo dela para perto do seu. À luz fraca da lua, ele examinou o rosto dela: primeiro as sobrancelhas, depois os olhos fechados, em seguida o nariz delicado e, por fim, os lábios levemente inchados.

O olhar escuro de Fabiano percorreu, lentamente, cada traço do rosto dela, mais de uma vez.

O mundo inteiro pareceu silenciar. Um silêncio tão absoluto que dava a sensação de que só existiam os dois. Nenhuma outra pessoa. Nenhum outro problema.

Os braços rígidos de Fabiano finalmente cederam. Ele a abraçou com força, encaixando o rosto dela na curva do seu ombro.

No segundo seguinte, ele ouviu a mulher em seus braços murmurar, dormindo:

— Lagoa Meia-Lua.

O braço dele enrijeceu por um instante.

Esse tinha sido o nome que ela mesma havia inventado, anos atrás, para o lago em forma de lua crescente daquela ilha.

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