Depois de receber a autorização para subir, Florinda esboçou um sorriso de triunfo nos lábios. Com passos elegantes e um gingado marcante em seus saltos altos, ela seguiu confiante em direção ao elevador.
Seus pensamentos fervilhavam de expectativa ao imaginar que logo veria David.
Antes de entrar, borrifou mais um pouco de perfume no pulso.
Porém, quando estava prestes a entrar no elevador, uma figura familiar surgiu de repente à sua frente, bloqueando seu caminho.
"Florinda, então era você!" Jessica olhou para Florinda, que estava toda produzida, e afirmou com convicção.
Florinda levantou o olhar, com um traço de dúvida nos olhos, mas logo recuperou seu ar arrogante e respondeu, impaciente: "Jessica, o que você quer? Pare de me atrapalhar aqui."
Dito isso, empurrou Jessica e tentou passar.
Mas Jessica não estava disposta a deixá-la escapar tão facilmente.
Ela curvou os lábios num sorriso e segurou o braço de Florinda com força, arrastando-a para fora da empresa.
Vendo isso, Florinda gritou no saguão: "Solte-me, Jessica, solte-me agora!"
Florinda lutou com todas as forças, mas Jessica não afrouxou o aperto.
As pessoas ao redor olhavam surpresas, mas ninguém ousava intervir.
Em um piscar de olhos, Florinda foi arrastada para fora do prédio e, em seguida, empurrada à força para dentro de um carro.
A porta se fechou com um "pum", e no espaço apertado, Florinda saltou pronta para reagir.
De repente, Jessica levantou a mão e, com um estalo, deu um tapa forte em Florinda.
O rosto de Florinda imediatamente ficou vermelho e inchado.
Antes que Florinda pudesse xingar, Jessica se adiantou: "Foi você quem envenenou o David!"
Florinda ficou atordoada com o tapa, demorando alguns segundos para reagir.
Instintivamente levantou a mão para revidar, mas Jessica segurou seu braço com precisão.
Dentro do carro em disparada, Florinda gritava desesperada, batendo nas janelas, mas só ouvia o vento zunindo do lado de fora.
O carro disparou como uma flecha, sumindo rapidamente.
Ao chegarem a um galpão abandonado e isolado, Jessica ordenou aos seguranças que arrastassem Florinda para dentro.
Florinda mal teve tempo de observar o lugar antes de ser jogada numa cadeira, com as mãos amarradas firmemente por cordas, sem poder se mexer.
"O antídoto, onde está?" Jessica ficou diante de Florinda, com um olhar frio como gelo.
Florinda ergueu o queixo, fitando Jessica com ódio nos olhos, e respondeu entre dentes: "Não existe!"
Mal terminou de falar, um dos seguranças, alto e forte, acertou um soco em seu abdômen.
Florinda ficou imediatamente pálida, dobrando-se de dor.
"Vou perguntar mais uma vez: onde está o antídoto?" Jessica pressionou novamente, com a voz ainda mais gelada.

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