Antes que as palavras terminassem, o olhar de Hugo ficou subitamente afiado como uma lâmina, e seu tom tornou-se severo:
"Florinda, eu sei o que você quer. Desde que não seja algo absurdo, posso te apoiar. Mas certas coisas, você precisa saber o seu lugar."
Uma dúvida passou rapidamente pelo rosto de Florinda.
"Mano, do que você está falando?"
Hugo soltou um resmungo frio:
"Hã, vai fingir que não sabe?"
"Eu realmente não sei..." Ela, de fato, não fazia ideia.
Hugo apertou os olhos, deixando transparecer todo o seu frio na voz:
"Você mandou alguém atacar a Jessica. Se não fosse o David protegendo ela daquele ataque, talvez quem teria morrido seria ela."
O corpo de Florinda ficou instantaneamente rígido.
Hugo continuou logo em seguida:
"Eu já disse, se você quiser fazer algo, deve pedir minha permissão. Se continuar agindo por conta própria e der algum problema, não vou limpar a bagunça pra você!"
O rosto de Florinda ficou cada vez mais pálido. Ela baixou a cabeça, sem coragem de encarar os olhos de Hugo.
Depois de um tempo, ela mordeu o lábio, um brilho de inconformidade passou por seus olhos, mas por fim, ela assentiu obediente:
"Mano, eu entendi. Não vou mais agir por conta própria. Vou seguir suas orientações."
"Mano, cuide-se e se recupere. Eu vou indo."
Hugo assentiu.
Florinda virou-se e saiu do quarto do hospital. Mas, no instante em que a porta se fechou, seu olhar tornou-se sombrio.
"Jessica!" Ela rangeu os dentes. "Por quê? Por que até o Hugo está do lado dela?"
Hugo acabara de adverti-la por causa da Jessica.
Ela, Florinda, era quem fazia parte da Família Siqueira. Ela era a irmã dele.
Não conseguia entender por que Jessica era mais importante do que a própria irmã de sangue.
Será que Hugo realmente estava apaixonado por Jessica?
Por quê? Por que todos os homens gostavam dela?
A mão de David, que organizava os papéis, parou por um instante. Ele levantou o olhar, um frio quase imperceptível passou por seus olhos, mas logo respondeu com tranquilidade:
"Deixe que ela suba."
Os cantos de sua boca se ergueram levemente, como se murmurasse para si mesmo:
"O peixe mordeu a isca?"
Vicente, confuso, perguntou:
"Presidente, o senhor já tinha dado ordem de perseguição, e mesmo assim ela teve a coragem de vir até aqui?"
Será que Florinda não tem medo de morrer?
David não respondeu. Apenas lançou um olhar significativo para Vicente e disse:
"Pode sair. Feche a porta."
Vicente, mesmo cheio de dúvidas sem entender as intenções do presidente, obedeceu e saiu do escritório.
David sentou-se atrás da mesa, esperando Florinda cair na armadilha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai!