Nesse momento, Hugo, que tinha saído para buscar informações, também retornou.
Ele entrou apressado no quarto, viu David deitado inconsciente na cama e franziu as sobrancelhas, dizendo: "Acabei de procurar por toda parte, mas não consegui encontrar quem fez o ataque surpresa."
Ramiro então cerrou os punhos e falou entre dentes: "Droga, a culpa é toda minha, fui descuidado. O Diretor Martins já havia percebido que havia alguém por perto."
Jessica comentou: "Deixa pra lá, agora já é tarde para discutir isso. Mas, pelo que vejo, não tem como partirmos por enquanto. Hoje à noite, fiquem atentos, vigiem bem. Vamos esperar ele acordar, depois decidimos."
Os dois assentiram ao mesmo tempo.
Hugo ainda acrescentou: "Mas, senhora, aquela arma escondida parecia ter sido lançada em sua direção. Talvez alguém esteja querendo acabar com a sua vida. Isso tudo é muito estranho."
Ramiro, entretanto, balançou a cabeça e apresentou outra opinião: "Não é bem assim. Talvez o alvo fosse o Diretor Martins, só que, por causa do ângulo, pareceu que era contra a senhora..."
"Na minha opinião, aquela pessoa sabia que o Diretor Martins tentaria salvá-la, por isso armou tudo desse jeito. O verdadeiro objetivo era atingir o Diretor Martins. E, muito provavelmente, foi essa pessoa que envenenou o Diretor Martins também."
Hugo franziu ainda mais o semblante e rebateu: "Mas, na hora, a trajetória da arma foi claramente na direção da senhora. Se o alvo fosse o Diretor Martins, não teria escolhido aquele ângulo."
Ramiro continuou firme: "Todos vimos que, desde que o Diretor Martins entrou nessa parte isolada, só vem enfrentando problemas: primeiro foi envenenado, agora atacado. Talvez já estejam de olho nele há muito tempo, esperando uma chance de eliminá-lo nesse lugar deserto. Só que, por acaso, a senhora estava ao lado dele naquele momento."
"Chega, parem de discutir." Jessica falou cansada, com um tom de leve exaustão na voz. "Debater isso agora não adianta. O mais importante é esperar David acordar."
Ramiro e Hugo trocaram olhares e se calaram.
Ao saber do ferimento de David, Hugo também correu rapidamente para lá.
Mas, assim que chegou à porta, uma sombra bloqueou seu caminho como uma parede: era Ramiro.
Mas, naquele momento, não podia se dedicar à investigação.
Ainda assim, acertar as contas com eles era algo que pretendia fazer — só não agora.
Com o patrão desacordado, precisava ficar por perto e protegido.
Nesse instante, de dentro da casa de pedra, a voz de Jessica soou de repente: "David, o que houve? Está sentindo alguma coisa?"
Do lado de fora, Hugo ouviu e imediatamente quis entrar.
Mas, ao dar o primeiro passo, foi mais uma vez impedido por Ramiro.

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