Desta vez, ele não estava fingindo; realmente sentia-se tão mal que mal conseguia se manter de pé.
Ao ver aquela cena, o rosto de Jessica ficou instantaneamente pálido. Ela virou-se para Hugo e disse: "Não dá mais para esperar, Hugo, vá arrumar suas coisas. Assim que o dia amanhecer, partimos imediatamente."
Se continuassem ali, a vida de David correria perigo.
A única esperança naquele momento era sair daquele lugar amaldiçoado o quanto antes e encontrar uma maneira de ajudá-lo a se livrar do veneno.
Hugo assentiu com a cabeça. "Sim."
Assim que terminou de falar, ele virou-se e saiu apressadamente para organizar tudo para a viagem de volta.
......
Cidade Aurora.
Na Mansão Gomes, reinava uma atmosfera de alegria e tranquilidade.
Os quatro pequenos estavam ocupados, cada um com sua atividade no jardim.
As tarefas eram bem divididas entre eles: Daniel balançava no balanço, Tristan alimentava os peixes, Julio regava as plantas.
Geraldo, porém, era diferente. Sentado com toda seriedade ao lado deles, brincava no computador. Seu rostinho infantil exibia uma concentração impressionante, e seus dedos dançavam rapidamente pelo teclado, despertando a curiosidade sobre o que estaria aprontando.
Iris Jardim, por sua vez, estava deitada numa espreguiçadeira não muito longe dali, "largada" ao sol, entregue aos próprios pensamentos enquanto se bronzeava.
Já fazia alguns dias que ela estava na Família Gomes, mas ainda nem tinha visto a sombra de Nilton Gomes.
Aquele Nilton, para evitar encontrá-la, será que realmente deixara de voltar para casa?
Entediada, Iris lançou um olhar invejoso para os quatro pequenos, com o olhar cheio de admiração.
"Puxa vida, esse primo mais velho tem sorte, viu? A esposa dele ainda deu a ele quatro crianças tão adoráveis."
Daniel escorregou até os pés do Bisavô e, rapidinho, subiu de novo em seu colo, aninhando-se enquanto pedia manhoso: "Bisavô, conta pra mim, vai! Onde você escondeu o seu tesouro?"
Wagner ficou surpreso; o sorriso parou de repente em seus lábios. "Tesouro? Quem foi que te disse que o Bisavô tem um tesouro?"
Ele se perguntava como aquela história de tesouro tinha chegado aos ouvidos do pequeno.
Daniel piscou os olhos grandes, com toda inocência: "Foi o tio Nilton que disse. Ele falou que você enterrou muitos e muitos tesouros e barras de ouro debaixo da nossa casa, mas eu cavei tudo e não achei nada."
Cruzando os braços e fazendo um biquinho, Daniel mostrava no rostinho toda a sua frustração.
Parecia até que culpava o Bisavô por esconder o tesouro bem demais.
Wagner, aliviado, não conseguiu conter o riso. Acariciou a cabeça de Daniel e disse: "Isso foi o seu tio quem inventou, não tem tesouro nenhum, não dê ouvidos ao que ele fala."
Apesar das palavras, um brilho sutil e misterioso surgiu por um instante no olhar de Wagner.

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