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Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai! romance Capítulo 819

Pensando por um momento, ela continuou: "Fora você, os pequenos nunca chamaram outro de papai."

Naquele instante, parado à porta, Hugo ouviu tudo claramente.

Seu olhar escureceu de repente; abaixou os olhos apagados, sentindo como se algo dentro dele se partisse em mil pedaços.

Ele sempre sentira algo especial por Jessica, mas, naquele momento, as palavras dela foram como uma lâmina afiada que atravessou seu peito.

Hugo sempre alimentara esperanças, mesmo sabendo que Jessica e David tinham uma relação diferente. Ainda assim, não conseguia evitar a expectativa de que, um dia, Jessica enxergaria seus sentimentos.

No início, ele se sentiu tocado pelo fato de Jessica ter ido até ali por ele. Ao saber que ela viera até aquele lugar isolado por sua causa, ele foi atrás, sem medir consequências.

Chegou a acreditar que Jessica talvez sentisse algo diferente por ele também.

Porém, naquele momento, as palavras dela destruíram completamente suas ilusões.

Afinal, era ele quem estava sobrando naquela história.

Pensando nisso, Hugo deixou escapar um sorriso amargo, zombando de si mesmo por sua paixão não correspondida, por sua ilusão tola.

Enquanto isso, a expressão preocupada de David suavizou subitamente. Seu canto de boca se ergueu num leve sorriso e, sussurrando satisfeito, disse: "Que bom. Eu também nunca quis que os quatro pequenos chamassem outro de papai..."

Hugo apertou o punho em silêncio. Lançou um olhar para dentro, onde estavam David e Jessica, e se virou para ir embora.

Ao se virar, por acaso, viu Hugo atrás de si.

Hugo aparecera à porta de pedra sem que ele percebesse, provavelmente também ouvira a conversa. Seu rosto estava pálido, coberto por uma camada de frieza, como se envolto por uma geada.

Os dois trocaram um olhar, mas nenhum entrou. Simplesmente se viraram e saíram em silêncio.

Quando se afastaram para um lugar sem ninguém, Hugo finalmente falou:

"Hein, Hugo, você tem coragem de falar de mim, mas e você? Tem certeza de que não gosta dela?"

Hugo soltou uma gargalhada: "Hahaha..."

Quando terminou de rir, seu rosto assumiu uma expressão de desprezo:

"O amor é a coisa mais ridícula deste mundo. Eu nunca vou me apaixonar por ninguém."

Hugo franziu levemente as sobrancelhas. "Você não gosta dela?"

Hugo lançou um olhar de desdém:

"Como eu poderia gostar de uma mulher já comprometida? Além disso, quando eu conseguir o tesouro, terei todas as mulheres que quiser. Não sou como você."

Para ele, o amor era algo que se podia comprar facilmente com dinheiro. O interesse por Jessica não passava de um capricho passageiro. Admitia sua beleza, mas nunca chegaria a chamá-lo de amor.

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