David arfava pesadamente e disse: “Rápido... fechem o portão de pedra.”
Jessica e Hugo assentiram com a cabeça; os três, mesmo suportando a dor, uniram forças para empurrar o portão.
Sob o esforço deles, o portão de pedra se moveu lentamente, soltando um ruído surdo e pesado.
Depois de muito empenho, finalmente o portão voltou à sua posição original; com um estrondo, separou o terrível boneco de samurai deles, trancando-o na sala secreta.
Após fecharem o portão, tudo ficou silencioso; só se ouvia a respiração ofegante dos três.
Eles enfim haviam se livrado dos bonecos de samurai, mas seus nervos ainda estavam tensos, incapazes de relaxar.
As pernas de David cederam e ele se sentou no chão; sua roupa estava encharcada de sangue, o ferimento continuava a sangrar e cada respiração parecia puxar ainda mais a dor aguda de sua ferida.
Hugo desabou no chão, encarando o corredor estreito com olhos vazios; um fio de sangue escorria do canto de sua boca, e a dor lancinante dos ferimentos o deixava sem forças até para falar.
Jessica olhou para os dois, depois se agachou para examinar o ferimento de David. “David, como você está?”
David tentou esboçar um sorriso, os lábios pálidos, e disse: “Eu... estou bem, não se preocupe.”
Mas sua voz fraca o traiu.
Jessica então se voltou para Hugo: “Hugo, e você?”
Hugo respondeu com pouca energia: “Não vou morrer...”
Jessica pegou a caixa de primeiros socorros, estancou o sangue dos dois e lhes deu analgésicos para tomarem.
Mas, devido à gravidade dos ferimentos, eles precisavam sair dali e tratar os machucados o quanto antes, ou tudo ficaria ainda pior.
Depois de um breve descanso, Jessica respirou fundo e disse: “Por enquanto, é o máximo que podemos fazer. Não podemos ficar aqui muito tempo, precisamos sair logo.”
Hugo, porém, parecia um pouco desesperado: “Será que ainda conseguimos sair daqui?”
Hugo não quis ficar para trás: “Eu também consigo, não estou tão fraco assim.”
Com isso, ele se levantou com dificuldade, apoiando-se na parede para manter o equilíbrio, já que ninguém poderia ajudá-lo.
David, com o mapa em mãos, foi na frente, avançando com muito cuidado.
A cada passo, ele observava atentamente o chão e as paredes, temendo acionar outra armadilha.
Jessica o seguia de perto, segurando o braço de David, dando-lhe apoio.
Hugo vinha por último, arrastando os pés pesadamente, cada passo denunciando o esforço que fazia.
De repente, David parou abruptamente.
Jessica e Hugo, percebendo o movimento, também pararam imediatamente, olhando tensos para ele.

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