Ramiro de repente avançou alguns passos, agachou-se e examinou cuidadosamente o ferimento do homem caído no chão. Seu rosto mudou ligeiramente ao se levantar e dizer:
“Parece que as feridas dele foram causadas por mordidas de morcego. Já vi isso antes, as marcas ficam exatamente assim depois que aquele bicho morde. E pelo visto, ele foi mordido em vários lugares. Agora deve estar gravemente envenenado, precisamos agir rápido para desintoxicá-lo.”
Hugo recuou um passo, estreitou os olhos e lançou um olhar de desprezo ao homem caído, antes de ordenar a seus subordinados:
“Levem-no daqui, vejam se conseguem salvá-lo.”
Ele não queria que aquele homem morresse ali, afinal, era alguém que já tinha explorado o tesouro e talvez ainda pudesse arrancar dele alguma informação útil.
Os subordinados responderam prontamente e, apressados, arrastaram o homem para longe.
Ninguém disse uma palavra. Por um momento, o local mergulhou num silêncio mortal.
Algum tempo depois, Hugo virou-se para David e disse:
“Diretor Martins, todos esses inúteis já morreram. Agora é sua vez de descer.”
David não respondeu, mas Ramiro se adiantou, o rosto tomado pela raiva, e gritou para Hugo:
“Você só pode estar brincando! Por que meu patrão deveria ir explorar o tesouro para você? Você sabe muito bem o perigo lá embaixo. Se acontecer alguma coisa com ele, quem vai arcar com as consequências?”
Hugo encarou Ramiro e respondeu friamente:
“Não se esqueça que fui eu quem salvou vocês. Se ele não for, todos vocês vão morrer.”
Ramiro cerrou os dentes e disse:
“Se precisa mesmo que alguém vá, então eu vou.”
Mas Hugo apenas soltou um resmungo:
Hugo permaneceu onde estava, ajeitou o paletó e, com olhar gélido para o derrotado Ramiro, disse friamente:
“Você queria me matar para escapar? Escute bem: não trouxe só gente comigo. Do lado de fora, espalhei homens por toda a região. Se eles virem vocês tentando sair sem mim, não hesitarão em atirar para matar. Nenhum de vocês sairá vivo desta terra de ninguém...”
“...a não ser que eu leve vocês.”
Ramiro olhou para Hugo, furioso, e rosnou:
“Você é desprezível!”
Hugo deu de ombros, desdenhoso:
“E daí? Só quero o tesouro, e vai ser o David que vai buscá-lo para mim.”

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