Jessica recostou-se no peito dele, sentindo o calor do seu corpo e o batimento forte do coração, e inexplicavelmente sentiu-se tranquila.
No início, ela ainda estava um pouco nervosa, mas, à medida que o sono foi chegando, sua consciência foi ficando cada vez mais turva.
No fim, acabou realmente adormecendo.
Do lado de fora, as nuvens negras se acumulavam cada vez mais, e os trovões tornavam-se mais frequentes. De vez em quando, um raio cortava o céu, iluminando claramente os arredores da casa de pedra.
Ramiro permaneceu em seu lugar, atento a qualquer movimento ao redor.
A chuva também começou a cair fina e constante, batendo no chão, nas pedras, fazendo um som suave e contínuo.
No quarto ao lado, Hugo mantinha os ouvidos atentos aos ruídos do outro aposento. Mais tarde, quando não ouviu mais nada, os pequenos barulhos ocasionais o deixaram ainda mais irritado.
Ali, a cama era de madeira, e qualquer movimento fazia as tábuas rangerem de forma estridente, tornando-se especialmente incômodas aos seus ouvidos.
Quanto mais pensava, mais sentia o peito apertado. Um sentimento de ciúme crescia silenciosamente dentro dele, mas ele nada podia fazer, apenas ficava ali, olhando para o teto, impotente.
......
No dia seguinte, depois da chuva, o céu clareou, mas os quatro que tinham saído para buscar o tesouro ainda não haviam retornado.
Hugo, logo cedo, já estava inquieto dentro de casa, perguntando repetidas vezes aos seus subordinados sobre a situação.
Um deles respondeu: “Sr. Siqueira, fiquei de plantão na saída a noite toda, e também deixamos gente vigiando a entrada. Ninguém viu aqueles quatro saírem, e já faz tanto tempo sem nenhum sinal deles... É bem provável que tenham morrido.”
O rosto de Hugo estava carregado, mas ele ainda mantinha um fio de esperança. Cerrou os dentes e disse: “Vamos esperar mais um pouco.”
Pouco tempo depois, de repente, um grito desesperado veio da direção da entrada: “Ah, socorro, me ajudem!”
Ele lançou uma série de perguntas, ansioso por respostas, sem se importar com o estado de desespero do homem à sua frente.
O homem, ofegante, finalmente chegou até eles e caiu de joelhos no chão, respirando com dificuldade. Só depois de muito tempo conseguiu se recompor e, com a voz trêmula, disse: “Sr... Sr. Siqueira, lá embaixo... lá embaixo é horrível, está cheio de armadilhas. Eles... eles morreram todos. Eu... eu só consegui escapar com muita dificuldade!”
Ao terminar, desmaiou ali mesmo no chão.
Todos ficaram surpresos com essas palavras, e seus rostos tornaram-se sombrios.
A expressão de Hugo era ainda mais carregada, quase escorrendo de raiva; jamais imaginaria que dos quatro homens, três morreriam e apenas um voltaria em fuga.
Ele conhecia bem a força daqueles homens — todos eram especialistas de elite treinados por Levi.
Agora, com a equipe completamente dizimada, ficava claro que conquistar o tesouro exigiria muito mais esforço.

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