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Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai! romance Capítulo 773

David percebeu a intenção por trás das palavras dela e perguntou: “Você está com medo?”

No instante em que fez essa pergunta, sua mente involuntariamente voltou àquela noite de tempestade.

Naquela noite, ao ouvir os trovões, ela se encolheu em seus braços, como um coelhinho assustado, procurando proteção.

Foi então que ele percebeu que até ela tinha seus momentos de fragilidade.

Só de pensar naquela cena, o coração de David acelerou um pouco, e ele sentiu uma inquietação difícil de controlar.

No entanto, ele logo se recompôs, olhou ao redor para conferir a situação, e viu Ramiro vigiando com outros homens não muito longe dali.

Rapidamente afastou aqueles pensamentos, pigarreou e disse: “Eles vão se revezar na vigília. Aqui é seguro, não vai acontecer nada.”

Ao ouvir as palavras de David, Jessica inexplicavelmente sentiu-se tranquila e assentiu: “Sim.”

De fato, com Ramiro e os outros na vigilância, além de David ao seu lado, a noite prometia ser tranquila.

Depois de um tempo, David foi até onde Ramiro fazia a ronda e perguntou em voz baixa: “Como está a situação? Alguma movimentação estranha?”

Ramiro respondeu: “Diretor Martins, por enquanto está tudo normal. Os rapazes estão atentos, o senhor e sua esposa podem descansar tranquilos. Se houver qualquer coisa, avisaremos imediatamente.”

David franziu levemente a testa e disse: “Não consigo dormir, vou ficar de vigia também. Este lugar tem um ar estranho, avise a todos para não baixarem a guarda.”

Ramiro, já conhecendo o jeito de David, apenas assentiu e continuou atento ao redor.

A noite foi ficando cada vez mais profunda.

Jessica, por sua vez, já não aguentava mais. O cansaço do dia inteiro e a tensão acumulada deixaram suas pálpebras cada vez mais pesadas. Ela entrou na barraca, se enrolou no saco de dormir e decidiu tirar um cochilo.

David, com olhar sério e atento, fez um gesto com os olhos e apontou para fora da barraca.

Jessica seguiu seu olhar e, através do tecido não muito espesso da barraca, viu lá fora uma criatura imensa.

Aquele ser era enorme, uma massa escura, impossível distinguir seus contornos, mas a pressão que emanava era inegável, fazendo os olhos de Jessica se arregalarem em choque.

O que era aquilo?

Um uivo ecoou na noite, tão forte quanto um trovão abafado, selvagem e ameaçador. Jessica sentiu um frio percorrer todo o corpo, a pele arrepiada de imediato.

Instintivamente, aproximou-se ainda mais de David, buscando proteção.

David ficou imóvel. Aproximou-se do ouvido de Jessica e, em voz baixa, disse só para ela ouvir: “Não tenha medo. É um urso selvagem. Se não o provocarmos, talvez ele vá embora logo.”

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