Zoé soltou um gemido abafado, seus joelhos batendo com força no chão de cimento.
Tudo aconteceu de forma incrivelmente rápida. Um segundo antes, ela era a caçadora no controle da situação; no instante seguinte, tornou-se a presa ajoelhada no chão.
Ela foi jogada no espaço aberto do primeiro andar. Lutou em vão por alguns instantes e, no final, só pôde ficar de bruços, erguendo a cabeça para observar David se aproximar lentamente.
A luz da lua, naquele momento, parecia pálida e fria.
A sombra de David a encobriu, bloqueando a maior parte da luz diante de seus olhos.
Ela não entendia como todos os seus homens a haviam traído.
"Sabe por que não te matei da última vez?", David a encarou de cima, seus olhos afiados como facas.
O olhar de Zoé vacilou. Seus lábios ainda tinham vestígios de sangue da luta.
Ela tentou mostrar desprezo, mas o leve tremor de seu queixo a traiu.
David não precisava de sua resposta.
Ele continuou, falando para si mesmo: "É verdade que você notificou o Sr. Castelo, mas, na realidade, eu e o Sr. Castelo chegamos a um acordo. Ele me pediu para poupar sua vida, mas, em troca, se você tentasse algo assim novamente, ele mesmo a impediria."
A respiração de Zoé tornou-se ofegante: "Você está dizendo que o Sr. Castelo trocou todas as pessoas ao meu redor?"
"Exatamente. Antes mesmo de você vir até mim com essa arma, o Sr. Castelo já havia agido."
David fez uma pausa, um sorriso cruel se formando em seus lábios. "Ele poupou sua vida não porque você é importante, e muito menos porque a posição de herdeira da Família Castelo é insubstituível. Foi puramente por causa de Aurora Pires..."
"O Sr. Castelo só se importa com a Aurora. Se você não fosse filha dela, talvez tivesse o mesmo destino de Luciano, abandonada há muito tempo. Portanto, a pessoa a quem você mais deveria agradecer é sua mãe."

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