"Deixe que ele procure." Ela se virou em direção ao bar e serviu-se de um copo de uísque de cor âmbar. "Mande mais alguns homens para detê-lo. Ele não pode, de forma alguma, saber que estou aqui."
O guarda-costas hesitou, mas por fim assentiu e se retirou.
No momento em que a porta se fechou, o olhar de Zoé tornou-se insondável.
Seu filho, ainda era seu filho?...
Ela respirou fundo e pressionou o comunicador sobre a mesa: "Luciano, entre aqui agora."
Menos de dez segundos depois, Luciano entrou pela porta.
Ele continuava com o mesmo corpo obeso, que o fazia parecer desajeitado e repulsivo. Seus olhos se moviam constantemente de um lado para o outro, sem nunca ousar encontrar o olhar de Zoé.
"Onde ela está?" Zoé perguntou com frieza.
O pomo de adão de Luciano subiu e desceu. "Bem... isso..."
"Pare de gaguejar!" A voz de Zoé se elevou abruptamente. "Você não a sequestrou? Onde está Jessica Gomes?"
Luciano enxugou o suor da testa. "Eu a sequestrei, mas depois... depois alguém a tirou de nós..."
Ao ouvir isso, o rosto de Zoé se fechou instantaneamente.
"Alguém? Você está me dizendo que, depois que eu passei três meses planejando e mobilizei todos os recursos da Família Castelo, você deixou uma mulher sedada desaparecer bem debaixo do seu nariz?"
Aquele Luciano, de fato, era um incompetente que só atrapalhava.
Originalmente, ela pensou em usar Luciano como bode expiatório, de modo que, mesmo que o Sr. Castelo descobrisse, poderia culpar Luciano. Quem diria que ele seria um inútil.
Os olhos de Luciano se moveram. "Com certeza foi gente do David Martins! Eles nos emboscaram na rota de transferência, estávamos em menor número..."
"Idiota!" Zoé o agarrou pelo colarinho. "David ainda está revirando o mundo atrás dela. Se ele a tivesse encontrado, estaria fazendo todo esse alvoroço?"

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