Os quatro meninos finalmente viram a tão esperada irmãzinha e não conseguiram conter um "uau".
Geraldo: "A irmãzinha é tão boazinha!"
Daniel: "E os olhos dela são tão grandes, ela vai ser linda quando crescer!"
Tristan tocou delicadamente a bochecha da irmã: "Ela é tão macia!"
Julio não conseguiu se conter e estendeu a mãozinha: "Eu também quero, eu também quero!"
David, por sua vez, baixou a cabeça e beijou a testa da filha, sussurrando: "Bem-vinda a este mundo, minha Edna."
*Jessica, onde você está? Você viu a nossa Edna?*
Se Jessica estivesse aqui, se a Sra. Martins não tivesse morrido, este momento teria muito mais significado...
Mas agora, uma sombra pairava sobre o rosto de todos, uma sombra que não se dissipava.
David só conseguia conter essa emoção opressiva quando olhava para Edna.
Nesse momento, Raquel, encarando o embrulho nos braços de David, hesitou antes de finalmente perguntar: "Vocês têm certeza de que é uma menina?"
Assim que ela terminou de falar, os cinco rostos quase idênticos congelaram.
Daniel, com as mãos na cintura, retrucou com uma ferocidade infantil: "Claro que é uma menina! O que mais poderia ser?"
Julio apontou para o cobertor rosa: "Isso mesmo! A irmãzinha está bem aqui, e o cobertor é rosa!"
Raquel mordeu o lábio, engolindo a dúvida "só porque é rosa, tem que ser menina?".
Os olhos brilhantes dos meninos estavam cheios de expectativa, e ela não teve coragem de jogar um balde de água fria.
Foi o movimento de David que de repente se enrijeceu. Seus dedos ainda estavam na bochecha rosada da criança, mas ele percebeu que, de fato, não havia perguntado à enfermeira sobre o sexo do bebê.
Geraldo também percebeu que algo estava errado e se preparou para levantar o cobertor que cobria a irmãzinha.
"Deixa que eu vejo." A voz de David soou rouca, impedindo-o.
Ele queria ver por si mesmo.
Seu coração batia descontroladamente no peito.

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