O médico engoliu em seco, apontando na direção da sala de parto. Celeste, sem esperar que ele terminasse, correu para dentro.
Três minutos depois, a porta se abriu novamente e Celeste saiu cambaleando.
Seu salto alto de repente escorregou e ela caiu no chão. Ao mesmo tempo, sua pulseira bateu no piso, emitindo um som nítido de quebra.
Quando Nilton correu para ajudá-la, só conseguiu aparar suas lágrimas quentes.
A caminho do hospital, Nilton ouviu dizer que algo havia acontecido. A irmã mais nova, após o parto, deixou apenas um filho e desapareceu.
Ele ainda não tinha tido tempo de entender a situação quando encontrou Celeste ali.
Sua mente zumbia. Ao amparar a figura frágil de Celeste, seu coração deu um salto, e ele sentiu que tudo estava acabado.
A irmãzinha realmente se meteu em problemas...
"Celeste..." Quando Nilton segurou seus ombros finos, seus dedos sentiram a umidade.
Celeste ergueu o rosto, com lágrimas ainda presas nos cílios. Seu rosto, normalmente deslumbrante, estava agora tão quebrado que não havia mais nenhum brilho.
Sua garganta se apertou.
Ver Celeste chorar com tanto desespero fez o peito de Nilton doer.
Com certeza...
A deusa realmente gostava da irmãzinha, e a um ponto tão extremo...
Ao saber do desaparecimento da irmãzinha, ela estava mais triste do que ele, o próprio irmão.
Isso mostrava que o amor de Celeste pela irmãzinha era verdadeiro, e ele provavelmente não tinha mais chance...
Nilton, engolindo a dor, tentou consolá-la: "Não chore. Para começar, eu nem acredito que algo tenha acontecido com a irmãzinha. E mesmo que ela volte, você não terá mais chance..."
"A irmãzinha tem um marido, uma família feliz e quatro... não, agora são cinco filhos. Não fique obcecada com isso..."
Um som de respiração ofegante veio de trás.

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