Sra. Martins cerrou os punhos, uma onda de fúria sufocando seu peito.
Depois de um tempo, ela fechou os olhos: "Chega. Não quero mais ouvir notícias sobre esses dois, e muito menos qualquer coisa sobre aquela raposa. Vá embora. De agora em diante, não precisa mais me relatar nada!"
"Mas, senhora, o senhor..."
"Eu mandei você sair! Não ouviu?", Sra. Martins explodiu de repente. Sempre que ouvia algo sobre eles, não conseguia controlar sua raiva.
A empregada encolheu-se de medo e, sob a fúria de Sra. Martins, retirou-se apressadamente.
O espelho da penteadeira refletia o rosto distorcido de Sra. Martins. Os dentes de um pente de madeira nobre cravaram-se em sua palma, fazendo gotas de sangue escorrerem.
Quando a ligação foi atendida, uma voz soou do outro lado: "Sra. Martins, em que posso ajudar?"
Sra. Martins limpou o sangue da palma da mão, sua voz fria como gelo: "Quero que você faça uma coisa para mim..."
Ela encarou seu próprio rosto no espelho, imaginando a cena de Antônio e Maria juntos, e o ódio em seu coração não pôde mais ser contido. "Faça com que ela nunca consiga embarcar naquele avião."
...
Na manhã seguinte, uma névoa fina cobria a Mansão Martins.
Maria arrastava sua mala no hall de entrada, olhando para a figura imponente de Antônio com os olhos marejados: "Antônio, não posso mesmo ficar? Mesmo que não seja na Mansão Martins, eu queria ficar em Cidade Aurora. Posso voltar para o hospital, ou para qualquer outro lugar."

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