Ela estava casada com a Família Martins há décadas, mas nunca tinha visto o marido acompanhar alguém na leitura com tanta paciência.
Ela nunca tinha lido muitos livros em sua vida, nesse ponto, realmente não podia se comparar a Maria. Mas atividades que cultivavam o espírito, como a leitura, não combinavam com ela. Combinavam com aquela raposa fingida como Maria.
Ela rangeu os dentes: "Aquela raposa é mestre em se fazer de coitada para ganhar simpatia. Foi com esse truque que ela seduziu as pessoas no passado, e agora está usando-o novamente para enganar Antônio!"
...
À noite, Maria parou do lado de fora do quarto de Antônio e bateu na porta.
Quando Antônio abriu a porta, estava desabotoando o colarinho da camisa. Ao ver Maria parada ali com uma caixa de jacarandá nas mãos, ele parou por um instante: "O que foi?"
"Obrigada", disse Maria. "Por ter ido buscar essas relíquias na minha casa e tê-las guardado por tanto tempo."
"Não foi nada, fiz de passagem."
"O que você fez de passagem, para mim, é tão importante quanto a minha vida." A voz de Maria de repente ficou embargada. "Estas são as únicas coisas que minha família me deixou..."
Antônio olhou para seus olhos avermelhados, sentindo-se um pouco perdido.
"Não pense demais", ele disse, entregando-lhe um lenço ao ver suas lágrimas aumentarem. "O importante é que você recuperou suas coisas. Está tarde, volte para dormir."
Maria hesitou ao pegar o lenço, e as lágrimas correram ainda mais fortes.
Depois de chorar, ela fungou e tirou de trás das costas um copo de leite quente: "Pedi para a empregada preparar. Beba um pouco também, descanse cedo."
Antônio olhou para o copo de leite em sua mão.
Vendo que ele não se movia, Maria ergueu o olhar para ele: "Lembro que você gostava muito. Na época da escola, bebia leite todos os dias."
Antônio: "Naquela época eu era jovem, era para crescer."

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai!