No banco do jardim do hospital, David descascava uma tangerina enquanto dizia: "Meu pai sempre foi bom demais, por isso nunca conseguiu lidar direito com essas coisas. Meu avô sempre dizia que ele era indeciso, que quando passou a empresa para ele, ficou inseguro, e por isso o aposentou cedo, mandando-o ficar em casa."
Jessica comeu um gomo da tangerina que ele descascara e disse: "Na verdade, ele só é muito apegado às pessoas…"
Mas David respondeu: "Mesmo assim, tem que saber separar as coisas. Eu sei que ele ama minha mãe, senão não teria escolhido ficar com ela. Ele sempre falou: o caminho que você escolhe, tem que seguir até o fim, nem que seja de joelhos."
Enquanto conversavam, duas vozes discutindo se aproximaram.
"Se era pra vir, por que tem que me arrastar junto?" Natan vinha sendo empurrado por Gisela, com uma expressão de pura má vontade.
Gisela franziu a testa: "Iris é sua irmã, ela está doente e você nem sequer veio vê-la, isso é imperdoável."
Natan torceu a boca: "Isso lá é doença? A Iris é doida, sim!"
Gisela parou de repente, irritada: "Doido é você! Como pode dizer que a Iris perdeu a cabeça? Ela é sua prima de sangue e você nem entra pra vê-la, perdeu o coração?"
Natan não tinha como responder e acabou indo até o quarto de Iris.
Quando chegaram à porta do quarto, ouviram Iris rindo baixinho lá dentro.
Gisela inclinou a cabeça, confusa: "Essa é a Iris rindo?"
Lá dentro, Iris brincava de pega-pega com os quatro pequenos.
Agora, Iris era o ratinho escondido.
Ela estava deitada na sombra debaixo da cama, o avental de paciente já marcado de poeira.
Com a mão na boca, seu ombro tremia de tanto segurar o riso. Os olhos fixos no chaveiro de ursinho pendurado no criado-mudo, que Julio deixara ali de propósito como isca.
Os quatro pequenos vasculhavam o quarto à procura dela, olhavam de um lado, depois do outro, sempre passando pelo vão debaixo da cama, fingindo não vê-la ali.
Iris mexeu-se um pouco debaixo da cama, fazendo um leve ruído.
Logo vieram as vozes animadas dos pequenos.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai!