Está brincando? Quem teria coragem de comer a comida feita pelo David?
Depois de dizer isso, Nilton seguiu Celeste para fora.
Antes de sair, ainda ficou curioso: será que esse David sabia mesmo cozinhar?
Os dois entraram no carro. Nilton lançou um olhar discreto para a mulher ao seu lado: Celeste olhava pela janela, e seu perfil, sob a luz da manhã, parecia ainda mais suave, mas também mais melancólico.
Nilton já tinha visto muitas vezes aquele lado melancólico dela, mas não se incomodava; pelo contrário, achava encantador.
Não importava como ela estivesse, ele gostava dela de qualquer jeito.
"Celeste." Nilton limpou a garganta, tentando quebrar o silêncio. "Sabe de uma coisa? No caminho pra cá, vi um cachorro da raça Corgi super atrapalhado. Ele ficou girando atrás do próprio rabo e acabou batendo de cara num poste de luz..."
Enquanto falava, Nilton mantinha o canto do olho atento à reação de Celeste.
Mas Celeste só respondeu com um "hum" indiferente, sem mostrar interesse algum.
Nilton contou várias piadas em sequência, mas Celeste continuava com aquele ar pensativo, ainda mais distante da alegria.
Piorou, até o humor — sua única qualidade — não estava funcionando.
Isso deixou Nilton um pouco frustrado.
"Celeste, se você estiver com algum problema, pode me contar. Recentemente descobri que sou um ótimo ‘confessionário humano’, não conto pra ninguém."
Celeste olhou para ele e não pôde evitar um sorriso.
Nilton achou que estava fazendo progresso e continuou: "Você está com fome? Conheço um restaurante novo, a comida deles é maravilhosa... Podemos conversar enquanto comemos."
Mas Celeste apenas balançou a cabeça e voltou a olhar pela janela. Sua voz saiu suave, trazendo um cansaço difícil de descrever: "Não, me leva pra casa."
"......"
Celeste preferia contar seus segredos para a irmã caçula do que para ele.

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