Na manhã seguinte, quando o ronco do motor do carro de Celeste parou diante da casa, David acabara de amarrar o avental.
Quando Celeste entrou, flagrou David manuseando a frigideira no ar. Os olhos dos dois se encontraram, e o rosto de David se fechou, visivelmente embaraçado. Celeste, sem entender o motivo, olhou ao redor fingindo não vê-lo.
Em seguida, foi direto procurar Jessica.
Ao ver Celeste indo atrás de Jessica, o semblante de David se fechou ainda mais.
"Jessica." Celeste entrou, com olheiras marcando seu rosto. "O que a Solange disse?"
Jessica estava recostada no sofá e respondeu sem rodeios: "A Solange não quer te ver."
Os cílios de Celeste tremeram, e ela franziu a testa: "Eu sei, ela não quer nos perdoar..."
Baixou os olhos para a ponta dos sapatos, então sorriu levemente, um sorriso carregado de amargura. "Não tem problema, eu espero, espero até o dia em que ela queira me ver."
"Jessica, você pode fazer o favor de entregar isto para ela?"
De repente, Celeste tirou um cartão bancário da bolsa. "Tem quinhentos mil reais aqui, considere como se fosse..."
"Ela não vai aceitar." Jessica a interrompeu, lembrando-se das palavras de Solange. "Ela não precisa da caridade de ninguém."
A mão de Celeste ficou suspensa no ar, com a borda do cartão pressionando sua palma até doer.
Ela ficou em silêncio por alguns segundos e, de repente, virou-se para fora e fez sinal para os seguranças: "Tragam as coisas para dentro."
Quatro seguranças de terno preto entraram imediatamente carregando algumas caixas. Dentro havia comidas, bebidas, roupas — todo tipo de mantimento e utilidade possível.
Jessica olhou para aqueles produtos de luxo reluzentes e voltou a franzir a testa: "Ela também não vai querer isso. Eu já consegui um trabalho para ela. Agora ela tem salário e está satisfeita com a vida que leva, não lhe falta nada."
Ao ouvir isso, Celeste olhou para Jessica com gratidão nos olhos: "Obrigada... obrigada por cuidar dela."

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