As pessoas do lado de fora esperaram sem obter resposta e murmuraram para si mesmas: "Que estranho, a enfermeira disse que o viu voltar para o consultório..."
Houve outro ruído suave, seguido pelo som de alguém discando no celular.
Instantes depois, o telefone fixo do consultório de Orlando começou a tocar, mas logo parou.
No segundo seguinte, a voz do lado de fora mudou de repente; já não era aquele tom amável de médico, mas sim um sorriso gelado: "Sra. Martins, eu sei que a senhora está aí dentro, abra a porta, vamos conversar."
Foi aí que os três perceberam: realmente, o visitante vinha preparado.
Eles trocaram olhares rápidos.
Ramiro já tinha sacado a arma e, em silêncio, carregou-a. Com um olhar, indicou aos outros dois para recuarem.
A pessoa do lado de fora continuou, a voz se aproximando cada vez mais, como se estivesse falando colado à fresta da porta: "Não vai abrir? Preparei um presente especial pra você."
Raquel ficou nas pontas dos pés e encostou o olho na porta. À luz do corredor, estava parado um homem estranho, vestindo jaleco branco, por volta dos trinta anos, usando óculos de aro dourado. Parecia educado e tranquilo, mas Raquel tinha certeza: aquele sujeito não fazia parte do hospital.
Ela se afastou rapidamente e sussurrou: "Quem é esse? Ele não trabalha aqui."
Jessica franziu o cenho: "Provavelmente também é alguém da Zoé. Parece que hoje ela mandou mais de uma pessoa para me matar."
Raquel ficou aflita: "Mas o Orlando acabou de sair, o que vamos fazer?"
"Está claro, eles estão tentando nos distrair." Jessica manteve um olhar extraordinariamente calmo. "Não podemos entrar em pânico agora."
Ela se virou para Ramiro: "Ramiro, chame logo os seguranças externos para nos apoiar, não devemos sair daqui."
"Sim." Ramiro pegou o celular, discou rapidamente uma tecla de atalho e falou algumas palavras em código, depois desligou.

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