As pontas dos dedos de Luciano afundaram profundamente na palma da mão.
Um mês atrás, aquele guarda desprezível não teria nem o direito de engraxar seus sapatos e agora... ousava humilhá-lo!
Respirou fundo, obrigando-se a manter a calma. A promessa de Zoé ainda ecoava nos ouvidos — em breve estaria livre, só precisava aguentar mais um pouco até Zoé vir salvá-lo.
Mas a ardência no estômago tornava impossível pensar.
Ele precisava de comida, comida de verdade, não aquela massa que nem um porco comeria.
"Escuta, eu te dou dinheiro, muito dinheiro, é só me trazer uma refeição decente." Luciano tentou subornar o guarda.
O guarda cruzou os braços, impassível.
Luciano insistiu: "Quando eu sair daqui, vou te recompensar dez, cem vezes mais."
O guarda olhou para ele como se assistisse a uma comédia. "Olha só pra você, feito um porco, tem que comer comida de porco."
As pupilas de Luciano se contraíram de repente, o sangue lhe subiu à cabeça. "Você ousa falar assim comigo?"
O guarda respondeu com desprezo: "Por que não ousaria? Agora você é só um prisioneiro, não é nada."
O guarda virou-se para sair.
"Espere!" Luciano gritou. "Ao menos me traga um copo de água limpa!"
O guarda nem olhou para trás: "Talvez na próxima, se eu lembrar."
Luciano ficou tão furioso que seu rosto se contorceu.
De repente, agarrou a bandeja de metal e, com toda a força, lançou-a contra a parede.
"BANG!"
Aquela massa pastosa espirrou para todos os lados, algumas gotas até ricochetearam em seu rosto.
Luciano limpou o rosto freneticamente com o dorso da mão até a pele ficar avermelhada.

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