Luciano soltou uma risada seca e fria: "Status? Já fui expulso da família pelo Sr. Castelo. Que sentido teria sair daqui?"
Zoé balançou a cabeça: "Não, o Sr. Castelo está apenas te punindo agora, não te matou."
Ela avançou um passo, o salto fino do sapato encostando na perna de Luciano. "Você ainda não entendeu, foi?"
Luciano semicerrrou os olhos.
A única fonte de luz no porão vinha da lâmpada fluorescente do corredor, que piscava intermitente, projetando sombras irregulares sobre o rosto de Zoé, fazendo-a parecer uma escultura que ganhara vida.
"Entender o quê?" Luciano perguntou.
Zoé abaixou a voz: "Enquanto você sair daqui vivo, enquanto vencer eles, o Sr. Castelo não se importa com o modo como você vence. Ele só precisa de um vencedor."
Aos poucos, Luciano foi convencido pelas palavras de Zoé.
De repente, ele compreendeu aquele código distorcido de honra da Família Castelo: a vitória era justiça, não importando os meios.
A dúvida em seus olhos foi sendo substituída por um brilho afiado. "É mesmo?"
Zoé percebeu a mudança e sorriu, satisfeita: "Claro, quando foi que eu, Zoé, te enganei?"
Luciano abaixou a cabeça, olhando para seu próprio estado lastimável.
Se continuasse naquele porão, morreria de infecção ou em algum dos jogos de execução súbitos do Sr. Castelo.
Ele ergueu a cabeça de repente, os olhos ardendo com uma resolução desesperada: "Certo, se você conseguir me tirar daqui, aceito ser sua lâmina!"
Os lábios de Zoé se curvaram num arco vitorioso: "Desejo que nossa parceria seja um sucesso."
Luciano falou de repente: "Já que você está disposta a me ajudar, também vou te contar uma coisa."
Zoé arqueou as sobrancelhas: "O quê?"
Luciano falou mais devagar: "Seu filho, Víctor, se apaixonou por uma mulher. Ele está enfrentando toda a família por esse amor."

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